Mugabe acredita que ganhará segundo turno no Zimbábue

'Posso assegurar-lhes que tudo está preparado para o 2.º turno e que ganharemos', diz o presidente do país

Efe,

25 de maio de 2008 | 20h21

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, que lutará por sua sobrevivência política no segundo turno das eleições presidenciais, previsto para 27 de junho, iniciou neste domingo, 25, sua campanha eleitoral em Harare expressando seu otimismo na vitória. Veja também:Inflação no Zimbábue supera 1.000.000% ao ano, diz analistaOposicionista no Zimbábue acusa plano para matá-loZimbábue anuncia segundo turno eleitoral para 27 de junho "Posso assegurar-lhes que tudo está preparado para o segundo turno e que ganharemos", disse Mugabe perante milhares de seguidores da governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF, em inglês) reunidos desde cedo na sede central do partido na capital. Mugabe começou seu discurso às 14 horas do horário local (11 horas de Brasília) mas a longa espera não desanimou seus simpatizantes que entoaram canções partidárias que se remontam à guerra da independência do país e levaram bandeiras e cartazes da Zanu-PF. Segundo Mugabe, a campanha da Zanu-PF será feita "porta a porta" para explicar pessoalmente às pessoas a estratégia do partido, ao contrário das usuais manifestações que eram comuns desde sua chegada ao poder, em 1980. Mugabe se referiu, além disso, ao opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC) de Morgan Tsvangirai, seu rival na fase final das presidenciais, dizendo que a formação tem a intenção de dividir o povo do Zimbábue. O atual presidente também admitiu que no primeiro turno, realizado em 29 de março, seu partido estava dividido e concorreu às eleições "ferido", mas que as diferenças foram resolvidas e "tudo está preparado para derrotar a Tsvangirai", concluiu. Tsvangirai retornou no sábado ao Zimbábue vindo da África do Sul, onde estava morando desde pouco depois das eleições gerais de março. O líder opositor havia planejado retornar no final de semana passado, mas adiou a viagem porque, segundo denunciou o MDC, existia um plano para assassiná-lo. O governo de Mugabe rejeitou taxativamente as acusações do MDC taxando-as de "propaganda política".

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