Mujica rejeita vender fusca: 'Enquanto eu viver, fica na garagem'

Mujica rejeita vender fusca: 'Enquanto eu viver, fica na garagem'

Xeque árabe chegou a oferecer US$ 1 milhão pelo carro do presidente uruguaio durante cúpula na Bolívia

O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2014 | 15h41


MONTEVIDÉU  - O presidente do Uruguai, José Mujica, disse nesta sexta-feira, 14, que nunca venderá seu fusca azul modelo 1987, recentemente cobiçado por um xeque árabe, que ofereceu-lhe US$ 1 milhão pelo carro. 

"Sempre fomos amigos dos fuscas", disse Mujica em seu programa semanal de rádio Fala, presidente, que se lembrou de quando conheceu o carro, quando ainda era jovem. "No começo fiquei chocado, era muito feio. Mas com o passar dos anos, enquanto tentávamos mudar o mundo em que vivíamos, nos apaixonamos pelos fuscas, e é assim até hoje."

O carro é um dos poucos bens do presidente, eleito em 2010, que deve deixar o cargo no ano que vem. 

"Na verdade temos dois fuscas. Um está na garagem e já não anda e esse que estamos usando desde que fomos eleitos", explicou o presidente. "Alguns amigos fizeram uma vaquinha e nos deram ele de presente. Vendê-lo seria uma ofensa a esses amigos que nos fizeram esse agrado." 

No fim do programa, o uruguaio deixou bem claro que não pretende se separar tão cedo do carro. "Os dois fuscas vão vegetar nesses velhos galpões enquanto estivermos vivos e o futuro dirá qual é seu destino", acrescentou. "Alguns amigos uruguaios já estão pedindo na internet que o fusca não deixe o país. Enquanto eu estiver vivo, ele fica na garagem e de vez em quando sai para uma voltinha na vizinhança." / EFE

Mais conteúdo sobre:
UruguaiJosé Mujica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.