REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
REUTERS/Amr Abdallah Dalsh

Mulher ativista dos direitos humanos pode ser executada pela Arábia Saudita

Segundo ONGs, execução de Israa al-Ghomgham seria a primeira de uma ativista acusada de promover protestos entre a minoria xiita no país

O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2018 | 22h46

A Promotoria saudita pediu - pela primeira vez - a condenação à morte de uma mulher ativista acusada de promover protestos entre a minoria xiita do país, indicou nesta quarta-feira, 22, a ONG Anistia Internacional.

Além de Israa al-Ghomgham, a Promotoria solicitou a pena capital para outros quatro militantes pró-direitos humanos "por sua participação em manifestações contra o governo", declarou Samah Hadid, a diretora de campanha para o Oriente Médio da Anistia Internacional. "Pedimos às autoridades sauditas que abandonem imediatamente o seu plano". 

A France Presse não pôde contactar as autoridades sauditas nesta quarta à noite sobre tais informações. 

A ativista Israa al-Ghomgham ficou conhecida ao informar em 2011 sobre as manifestações contra o governo na Província Oriental, onde se concentra a maior parte da minoria xiita, que se queixa com frequência de ser perseguida e marginalizada em um reino dirigido por uma dinastia sunita. 

As autoridades a prenderam em sua casa com seu marido, em dezembro de 2015, segundo a ONG Human Rights Watch. 

"Condenar Israa al-Ghomgham à pena de morte enviaria uma mensagem horrível: que todos os militantes podem ser atacados da mesma maneira por sua manifestação pacífica e seu ativismo a favor dos direitos humanos", disse Samah Hadid. 

As autoridades prenderam recentemente militantes pró-direitos das mulheres depois de acabar, em junho, com a proibição de dirigir automóveis imposta às mulheres. / AFP 

 

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