Geoffroy Van Der Hasselt / AFP
Geoffroy Van Der Hasselt / AFP

Mulher com histórico psiquiátrico é denunciada por incêndio que matou 10 em Paris

Suspeita, que já foi internada várias vezes na última década, foi formalmente acusada de provocar as chamas no próprio prédio onde morava na capital francesa

Redação*, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2019 | 02h59

PARIS - Uma mulher que tinha acabado de deixar o hospital psiquiátrico foi formalmente acusada nesta sexta-feira, 8, de provocar o incêndio em um edifício residencial de Paris que deixou 10 mortos e 96 feridos na terça-feira, 5

A promotoria de Paris explicou que a suspeita, atualmente sob custódia em dependências psiquiátricas da polícia, foi acusada de “incêndio resultante em morte".

As chamas que atingiram o edifício no 16º distrito, área nobre da capital francesa, foram as mais letais em Paris em quase 14 anos. 

A suspeita, Essia B., tem cerca de 40 anos e era moradora do prédio. A acusada já foi internada diversas vezes em hospitais psiquiátricos na última década.

Seis dias antes do incêndio, um médico a declarou a suspeita ‘apta’ após 12 dias internada, e concedeu a permissão para ela sair da clínica, explicou o promotor Remy Heitz. 

A suspeita havia mantido repetidas discussões com um vizinho, bombeiro, pouco antes do incêndio. De acordo com a polícia, ela estava embriagada e tentando colocar fogo em um carro quando foi detida.

Estava "embriagada quando foi detida e tentando colocar fogo em um carro", disse a polícia. / AFP

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