Mulher condenada à morte por apedrejamento na Nigéria

Um tribunal islâmico nigeriano rejeitou, nesta segunda-feira, a apelação de uma mãe solteira condenada à morte por apedrejamento por ter mantido relações sexuais extraconjugais. Abraçada a seu bebê, Amina Lawal explodiu em choro ao ouvir a sentença do juiz. Lawal, de 30 anos, foi sentenciada em março após dar à luz uma filha mais de nove meses após ter-se divorciado. "Ratificamos a sentença da corte inferior", disse o juiz Aliyu Abdulahi, em nome dos quatro juízes do alto tribunal islâmico em Funtua, no Estado de Katsina, no norte da Nigéria. "Deus é Grande", expressaram muitas pessoas presentes ao tribunal, enquanto Lawal chorava. O juiz disse que a sentença será executada assim que Lawal parar de amamentar no peito seu bebê. A condenada foi posta em liberdade, sob fiança, por um prazo de 30 dias, para apelar da sentença. Seus advogados disseram que apelarão a um tribunal superior. Embora a Sharia, ou lei islâmica, tenha sido imposta no norte do país, o governo do presidente Olusegun Obasanjo tem declarado que castigos tais como o apedrejamento - ou lapidação - a decapitação e a amputação das mãos são anticonstitucionais.

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