Manuel Balce Ceneta/AP
Manuel Balce Ceneta/AP

Mulher de americano preso em Cuba teme que marido não sobreviva

Alan Gross foi detido em 2009 quando trabalhava como subcontratado do governo dos EUA

AE, Agência Estado

11 de setembro de 2012 | 15h45

HAVANA - A esposa do norte-americano Alan Gross disse nesta terça-feira, 11, que voltou de uma viagem a Cuba, onde visitou seu marido em uma prisão, e teme que ele não sobreviva à sentença. Gross, de 63 anos, foi detido em dezembro de 2009 quando trabalhava como subcontratado do governo dos Estados Unidos, em um programa que supostamente tem como objetivo fomentar a democracia em Cuba.

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"Me senti desolada com a aparência dele", disse Judy Gross, em comunicado distribuído hoje e no qual esclarece que esteve em Cuba durante quatro dias. O governo cubano afirma que o caso de Gross foi mais uma tentativa de Washington de se meter nos assuntos de Cuba e pressionar por mudanças políticas.

Gross entrou várias vezes em Cuba com visto de turista e levando equipamento de telecomunicações que é de uso restrito no país caribenho. Detido, o norte-americano foi condenado a 15 anos de prisão. Gross negou as acusações de espionagem e disse que apenas tentava facilitar o acesso à internet para a comunidade judaica em Cuba.

Judy Gross pediu ao presidente Cuba, Raúl Castro, que liberte seu marido. Segundo ela, ele sofre de artrite degenerativa e perdeu 47 quilos em uma prisão cubana.

Com AP

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