Mulher de arcebispo entra em greve de fome

A mulher de um arcebispo africano anunciou hoje que entrou em greve de fome "até que (ele) seja posto em liberdade para reunir-se comigo ou até que eu morra". Maria Sung disse que iniciou o jejum à meia-noite para forçar as autoridades da Igreja Católica a permitirem que ela se encontre com o marido, o arcebispo Emmanuel Milingo. O Vaticano não revelou o paradeiro do arcebispo. Apenas disse que ele estava em retiro espiritual e que era preciso deixá-lo em paz para rezar. Às 6 horas da manhã (hora local), Maria Sung foi rezar na Praça de São Pedro e disse que retornaria todos os dias à mesma hora até poder reunir-se com o esposo. "Eu e monsenhor Milingo nos casamos perante Deus e, se ele decidir que isto já não é válido, estou disposta a morrer. Como espírito, estarei perto dele", declarou Sung. "Mas acho que ele nunca tomaria esta decisão", acrescentou. Sung, uma médica sul-coreana de 43 anos, insinuou na segunda-feira que poderia estar grávida. Mas disse não temer os riscos provocados pelo jejum e que só tomaria água. Milingo, de 71 anos, acompanhado da mulher, chegou à Itália na semana passada. O arcebispo foi recebido pelo papa para informar João Paulo II sobre os motivos que o levaram a se casar em 27 de maio, em um casamento coletivo da igreja do reverendo Sun Myung Moon. O arcebispo disse que não havia razão para os sacerdotes serem celibatários e que as bênçãos de Deus deviam ser transmitidas através da família.

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