Mulher de jornalista renova apelo para que não o matem

A mulher do jornalista norte-americano Daniel Pearl, seqüestrado no Paquistão, renovou nesta quarta-feira seu apelo para que o marido seja libertado. "Trata-se de um homem inocente, com uma mulher inocente e um filho em gestação", disse ela. Ao mesmo tempo, autoridades paquistanesas anunciaram a detenção de três homens suspeitos de enviar e-mails que continham fotografias do funcionário do Wall Street Journal, que desapareceu em 23 de janeiro. Pelo menos um dos homens confessou ter recebido os e-mails e as fotografias do xeque Omar Saeed, um conhecido extremista islâmico. De acordo com um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA, que falou na condição de anonimato, a polícia paquistanesa está à procura de Saeed. O xeque é suspeito de ter ligações com dois grupos extremistas - Jaish-e-Mohammed e Harkat ul-Mujahedeen -, considerados pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Ele foi libertado de uma prisão indiana em resposta a demandas feitas por seqüestradores que tomaram um avião da India Airlines em 1999. Pearl, de 38 anos, correspondente do Journal no Sul da Ásia, foi visto pela última vez em 23 de janeiro, quando se dirigia a um restaurante de Karachi para se encontrar com uma fonte do movimento fundamentalista islâmico. Segundo oficiais do governo, as autoridades já sabem a identidade dos seqüestradores de Pearl e acreditam que o jornalista esteja vivo. Mariane Pearl, grávida do primeiro filho do casal, escreveu um artigo, publicado hoje pelo jornal paquistanês The Nation, no qual renova seu apelo para a libertação do marido.

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