Jorge Silva/Reuters e Marco Bello/Reuters
Jorge Silva/Reuters e Marco Bello/Reuters

Mulher de líder opositor denuncia proibição de visitar marido em presídio

Lilian Tintori qualifica a medida como uma represália pela denúncia que fez contra Diosdado Cabello, número dois do chavismo

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2016 | 14h15

CARACAS - A mulher do líder opositor Leopoldo López, Lilian Tintori, denunciou nesta terça-feira, 18, a suspensão arbitrária de visitar o marido, e qualificou a ação como uma represália pela denúncia que fez na sexta-feira contra o número dois do chavismo, Diosdado Cabello.

“A ordem de suspender a visita é uma resposta direta à denúncia que fizemos contra Diosdado Cabello por tortura e pelo pedido de Leopoldo López para nos mobilizarmos nos dias 26, 27 e 28 de outubro para chegar à data do revogatório neste ano”, afirmou a mulher do opositor à imprensa venezuelana.

Lilian detalhou que no fim de semana ela e sua família não puderam ver López, o que viola as medidas de proteção do Ministério Público e as medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos das quais dispõem ela e sua família.

López alega ser vítima de “isolamento” e “tortura” no presídio militar de Ramo Verde, perto de Caracas, onde cumpre pena de quase 14 anos.

A mulher do opositor acrescentou ainda que, além da queixa formal diante da Procuradoria, também comunicou a Defensoria do Povo pelas supostas ações contra sua família. Preso desde 2014, López foi acusado por incitação pública, delinquência, danos à propriedade e incêndio durante manifestações contra o governo. / EFE

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