Reprodução/Twitter
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Mulher de López responsabiliza Maduro por morte de opositor

MUD diz que militantes de coletivos chavistas são os responsáveis pelo crime e número de ataques a opositores está aumentando

O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2015 | 15h59

CARACAS -  Lilian Tintori,  mulher do líder opositor venezuelano Leopoldo López, responsabilizou nesta quinta-feira, 26, o presidente Nicolás Maduro pela morte de político opositor Luis Manuel Díaz, do partido Ação Democrática, num comício em Guárico, no centro do país. Lilian estava ao lado de Díaz quando ele foi baleado. Segundo a AD, militantes de coletivos chavistas são os responsáveis pelo crime e número de ataques a opositores está aumento. 

"Querem aterrorizar os venezuelanos. Esse atentado representa o Estado terrorista de Nicolás Maduro e o responsabilizo diretamente (pela morte)", disse Lilian em entrevista coletiva em Caracas. "Convido a todos a vestir-se de branco até 6 de dezembro em solidariedade à Ação Democrática (branco é a cor do partido). Queremos uma onda branca na Venezuela como símbolo de rechaço ao que ocorreu em Guárico"

A mulher de López contou que lideranças da MUD terminavam um comício em Altagracia de Orituco na hora do ataque. " Sobraram poucas pessoas. Os fotógrafos tinham saído. Ouvimos pelo menos dez tiros. Ele caiu no chão ensanguentado", disse.  "Eles sabem que fracassaram e vão perder a eleição. Como disse Gandhi, 'a violência é o medo aos ideias dos outros'. Queremos trocar o ódio pelo amor, a perseguição pelo perdão, a violência pela paz."

o secretário-geral do AD, Henry Ramos Allup, comentou em outra mensagem no Twitter que a violência por parte de "grupos armados e bandos" do PSUV contra militantes, candidatos e eventos de campanha de opositores está aumentando.

A oposição denunciou durante os últimos dias pelo menos três ataques durante os eventos de campanha dos candidatos às eleições legislativas e líderes da MUD, vários deles com armas de fogo.

No último domingo, o candidato opositor Miguel Pizarro denunciou que um grupo de encapuzados que, segundo ele, vestiam uma indumentária com referências ao chavismo, atiraram para o alto com armas de fogo para impedir a passagem da caravana opositora que fazia campanha eleitoral em um setor popular no leste de Caracas.

Lilian Tintori denunciou na semana passada uma perseguição quando tentava participar em um ato político em Cojedes, no centro do país  Henrique Capriles, ex-candidato presidencial e governador do estado de Miranda, denunciou há duas semanas um ataque contra ele na cidade de Yare cometido por um grupo de pessoas supostamente lideradas pelo prefeito dessa cidade, o chavista Saúl Yánez.

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