REUTERS/Flavio Lo Scalzo/Files
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Mulher de Netanyahu é condenada por maltratar empregado

Segundo tribunal israelense, Sara Netanyahu insultou e destratou Meni Naftali, que receberá 170 mil shekels (cerca de US$ 44,2 mil) de indenização

O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2016 | 17h09

JERUSALÉM - A mulher do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, foi considerada culpada por um tribunal de Israel das acusações de insultar e destratar em empregado que trabalhou na residência oficial do casal, criando um ambiente abusivo para esse funcionário, segundo a decisão publicada nesta quarta-feira, 10.

As alegações contra Sara Netanyahu foram feitas por Meni Naftali, o ex-chefe de zeladoria da residência oficial do casal em Jerusalém, mas foram qualificada como "fofoca distorcida" pelo gabinete do premiê quando a ação cível foi aberta, em 2014.

Pela decisão da corte, porém, os testemunhos de Naftali e de outros ex-empregados da residência tornaram crível a denúncia de comportamento abusivo de Sara em relação aos seus funcionários do casal.

Sara Netanyahu foi alvo de uma série de manchetes nos últimos tempos em episódios que os porta-vozes da família disseram se tratar de "campanha não merecida para transformá-la em uma pessoa arrogante". Os casos não parecem, no entanto, ter potencial político para causar danos para seu marido, que ocupa a liderança de Israel pela quarta vez.

Naftali, que pediu demissão em 2012 depois de 20 meses à frente da residência oficial dos Netanyahu, afirmou ao tribunal que foi submetido a repetidas humilhações por Sara. Em um dos exemplos dado pelo ex-funcionário, ele alega que Sara o acordou às 3 horas para repreendê-lo por ter comprado leite embalado em plástico em vez de outro em uma embalagem de papelão.

Os depoimentos de vários outros ex-funcionários do casal também contribuírem para a criação "de condições de trabalho abusivas na residência do primeiro-ministro como resultado das atitudes e do comportamento da Sra. Netanyahu", diz a sentença.

"Essas condições incluem demandas exageradas, insultos, humilhação e acessos de raiva", diz o veredicto de 40 páginas. Na defesa apresenta ao tribunal, Sara disse que as acusações eram "calúnias e mentiras". Ela alegou que tinha excelente relacionamento com os empregados e que os tratava com "civilidade e educação".

A corte ordenou que o Estado pague a Naftali 80 mil shekels (US$ 21 mil) pela angústia emocional sofrida por ele, 75 mil shekels (US$ 19,3 mil) por promessas profissionais não cumpridas e outros 15 mil shekels (US$ 3,9 mil) para cobrir as despesas processuais. / REUTERS e AP

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