Mulher de premiê põe cerimonial em saia-justa

A primeira-dama de Israel é, oficialmente, a mulher do presidente. No caso, Sonya Peres, casada com Shimon Peres. Mas algumas mulheres de premiês, como Leah Rabin, foram tão simbólicas que passaram a ser chamadas carinhosamente de primeira-dama pela população israelense.Já Sara Netanyahu não casou com um presidente. Tampouco tem a mesma popularidade da mulher do Nobel da Paz, Yitzhak Rabin. Mas decidiu agir como primeira-dama, colocando a diplomacia israelense em apuros. E não é a primeira vez que ela decide assumir um papel que não é dela. Nos anos 90, quando Bibi também governou Israel, Sara viajou ao lado do marido por vários países do mundo. Agora, mais de uma década depois, Sara retorna a Washington, onde pretendia se reunir com Michelle Obama. Como se tratava de uma reunião de trabalho de Obama com um chefe de governo (Netanyahu), e não de Estado (Shimon Peres), a Casa Branca não agendou um encontro de Michelle com Sara. A primeira-dama americana estava fora de Washington ontem, na inauguração de uma nova ala do Metropolitan Museum, em Nova York.Mesmo sabendo da ausência, Sara pediu o encontro e, até a noite de ontem, o cerimonial da Casa Branca buscava uma solução para evitar constrangimentos.Ex-aeromoça, ela é psicóloga formada pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Em Israel, Sara sempre foi vítima de comentários maldosos da imprensa. No YouTube, jovens israelenses produzem até mesmo filmes ironizando a segunda mulher de Bibi, conhecida por seus ataques verbais e atitudes polêmicas, como quando demitiu uma babá e a expulsou de casa ou quando lançou um sapato contra uma empregada.

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