AP/Mary Altaffer
AP/Mary Altaffer

Mulher de senador Sanders é investigada por suspeita de fraude

Caso pode afetar potencial nomeação do democrata para as eleições presidenciais de 2020

O Estado de S.Paulo

10 Julho 2017 | 18h13

WASHINGTON - Uma investigação federal sobre uma compra de terras promovida por Jane Sanders, mulher do senador democrata Bernie Sanders, foi acelerada nos últimos meses, com promotores examinando dezenas de caixas de documentos de uma faculdade de Vermont que ela administrou, e pedindo testemunhos de funcionários do Estado perante o grande júri.

Várias pessoas disseram nos últimos dias que foram contactadas por promotores federais e agentes do FBI e ex-curadores faculdade afirmaram ao jornal The Washington Post que os advogados que representam Jane os procuraram para saber o que as potenciais testemunhas poderiam dizer ao governo.

A investigação tem como foco uma compra de terra em 2010 que realocou a Faculdade Burlington para um novo câmpus de mais de 13 hectares. Enquanto tentava levantar um empréstimo de US$ 6,7 milhões e um financiamento adicional, Jane disse aos curadores e aos credores que a faculdade receberia milhões de dólares em doações que poderiam ser usadas para pagar o empréstimo, disseram ex-curadores e funcionários.

Segundo os curadores, mais tarde eles descobriram que os doadores não concordaram com o valor e a data das doações marcadas nos documentos que Jane forneceu ao banco. Isso levou a sua renúncia em 2011 em meio às queixas de alguns curadores de que ela forneceu informações falsas, disseram funcionários da faculdade.

Os questionamentos indicam que a investigação está centrada em Jane e uma suposta fraude bancária, não em seu marido. Mas a investigação pode levar a uma responsabilização política do senador, que foi pré-candidato do Partido Democrata nas eleições de 2016 e é o líder mais popular da legenda. 

Um porta-voz do casal, Jeff Weaver, negou que haja algo errado, mas ele disse ao Post que Jane contratou uma empresa de advocacia em Washington, pois ela e o marido temem que o Departamento de Justiça, sob o governo de Donald Trump, possa usar a investigação para prejudicar uma potencial nomeação de Sanders para as eleições de 2020. 

“Enquanto o governo Obama estava no poder, não acho que alguém pensaria em contratar um advogado por essas alegações sem fundamento”, disse Weaver. “Mas com Trump e (o secretário de Justiça) Jeff Sessions no comando, a situação é muito diferente.” / WASHINGTON POST

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