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REUTERS
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Mulher do emir de Dubai se refugia no Reino Unido

Advogado próximo da família confirmou que a princesa Haya está em território britânico, mas não esclareceu por qual motivo ela e o emir Mohamed bin Rashid al Maktoum foram convocados pela Suprema Corte de Londres para audiência em 30 de julho

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2019 | 14h55

LONDRES - A princesa Haya, mulher do emir de Dubai, fugiu para o Reino Unido, de onde enfrentará seu marido nos tribunais, afirmou nesta terça-feira, 2, um advogado próximo da família na capital inglesa. "Nossas fontes dentro da família nos dizem que ela se encontra no Reino Unido", disse David Haigh.

A princesa Haya, de 45 anos, filha do falecido rei Hussein da Jordânia, e seu marido Mohamed bin Rashid al Maktoum, foram convocados pela Suprema Corte de Londres para uma audiência marcada para 30 de julho, informou uma porta-voz do Judiciário, que se reporta ao Departamento de Justiça do Reino Unido. A razão exata para esse conflito não foi revelada, mas estaria ligada a assuntos familiares.

O advogado David Haigh defendeu a princesa Sheikha Latifa, filha do soberano de Dubai, e uma de suas esposas, que tentaram fugir dos Emirados Árabes Unidos em março de 2018, denunciando os maus-tratos de al Maktoum. Um mês depois, Latifa foi encontrada a bordo de um veleiro na costa da Índia, de onde foi devolvida para Dubai.

Em dezembro de 2018, ela apareceu com a ex-presidente irlandesa e ex-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Mary Robinson, que disse que Latifa estava sendo bem tratada por seus parentes, incluindo a princesa Haya.

"(Tratou-se de uma) operação fotográfica totalmente orquestrada", na qual a princesa Latifa parecia "confusa" e "sedada", segundo Radha Stirling, presidente da Detained in Dubai, sediada em Londres, que afirma prestar assistência jurídica às vítimas da injustiça nos Emirados.

"Latifa teria sofrido abusos indescritíveis de Mohamed e não teve escolha senão escapar, e Haya aparentemente se viu na mesma situação, e felizmente para ela, conseguiu fazê-lo", disse Radha em um comunicado.

Ela considera que a princesa Haya "é vítima e testemunha". "Esperamos que ela permaneça segura e coopere com as autoridades internacionais para revelar os supostos abusos perpetrados dentro do palácio real em Dubai", acrescentou. / AFP

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