Ed Murray/NJ Advance Media via AP
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Mulher do suspeito do ataque a bomba em Nova York deixou EUA dias antes da ação

Autoridades americanas procuram identificar a mulher de Ahmad Khan Rahami e os motivos que o levaram a agir; Donald Trump disse que suspeito deveria ser tratado como um combatentes inimigo

O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2016 | 10h50

WASHINGTON - A mulher de Ahmad Khan Rahami, suspeito de ser o autor dos ataques a bomba em Nova York e New Jersey, deixou os EUA dias antes das explosões, de acordo com uma fonte de segurança ouvida pela emissora CNN nesta terça-feira, 20.

Autoridades americanas estão trabalhando com o Paquistão e os Emirados Árabe Unidos para tentar entrar em contato com ela, que ainda não foi identificada. Segundo a imprensa local, Rahami se casou no Paquistão e levou a mulher para viver com ele nos EUA.

O jornal The New York Times relatou também nesta terça-feira que o pai de Rahami disse à polícia há dois anos que seu filho era um terrorista, ação que então provocou uma inspeção federal. A publicação, citando duas autoridades policiais sêniores, relatou que o pai fez a afirmação aos agentes após o filho ser preso por briga doméstica e acusado de esfaquear o irmão.

Além disso, o jornal relatou que outra autoridade informou que quando Rahami foi capturado na segunda-feira, ele carregava um caderno com escritas simpáticas às causas jihadistas.

Ahmad Khan Rahami, que foi preso na segunda-feira após uma troca de tiros com policiais, não tem cooperado com os investigadores, que procuram evidências de uma conspiração terrorista, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

O agente da polícia americana (FBI) Bill Sweeney afirmou que “não há indicação de que exista uma célula operando na cidade”, mas que as investigações em Nova York e New Jersey continuam “em andamento”. A polícia procura agora identificar os motivos que levaram Rahami a agir.

Rahami, de 28 anos, é um cidadão americano de origem afegã e o único suspeito do atentado que deixou 29 pessoas feridas na noite de sábado no bairro de Chelsea, em Nova York. O promotor do condado de Union, Grace Park, o denunciou por tentativa de homicídio de policiais e posse de arma de fogo, e um tribunal local fixou a fiança em US$ 5,2 milhões.

Reação. Procurando ressaltar sua política anti-imigrantes, o candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, sugeriu que Rahami deveria ser tratado como um combatente inimigo, e que o país precisa usar “qualquer método lícito disponível” para obter informações sobre ele.

Além disso, o magnata também afirmou que o Congresso “deveria aprovar medidas para garantir que combatentes inimigos estrangeiros sejam tratados como tal. Esses são os inimigos”. Trump concluiu, segundo o Guardian, que a possível punição a Rahami “não será o que um dia foi”.

Para sua rival, a candidata democrata Hillary Clinton, a retórica do republicano com relação aos ataques terroristas “dá ao Estado Islâmico o que ele quer”. / REUTERS e AFP

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