Mulher é morta em protesto contra monarquia no Bahrein

Uma manifestante foi morta ontem durante a repressão a um protesto contra a monarquia bareinita, anunciou hoje o ativista Nabeel Rajab, presidente do Centro Pelos Direitos Humanos no Bahrein. A vítima da repressão foi identificada por ele como Zainab Hasan Ahmed al-Jumaa, de 47 anos. Segundo Rajab, Zainab morreu asfixiada depois de inalar o gás lacrimogêneo de uma bomba lançada pela tropa de choque da polícia em Sitra, principal polo petrolífero desta pequena nação insular do Golfo Pérsico.

AE, Agência Estado

16 de julho de 2011 | 14h56

A morte de Zainab eleva para 33 o número de pessoas mortas desde fevereiro, quando começaram os protestos da maioria xiita para exigir mais direitos e liberdades. Desde o início, as manifestações foram duramente reprimidas pelas forças de segurança controladas pela monarquia sunita que governa o Bahrein.

O Ministério de Interior nega que a morte de Zainab tenha relação com a repressão policial. Por meio de nota divulgada na página em sua página na internet, o Ministério de Interior alega que a manifestante morreu de "causas naturais".

O Bahrein é uma pequena nação insular situada no Golfo Pérsico, mas tem grande importância geopolítica. O país sedia a 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos e é constante foco de atrito entre potências regionais, como a Arábia Saudita e o Irã.

Centenas de oposicionistas, além de médicos e advogados, foram presos durante a repressão ou demitidos de empregos públicos. Quarenta e oito médicos e enfermeiras que trataram manifestantes doentes ou feridos na repressão foram acusados de crimes contra o Estado e estão sendo julgados.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou em diversas ocasiões os abusos das autoridades do Bahrein contra os manifestantes. As informações são da Associated Press.

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