Mulher morre em naufrágio no Atlântico

O Hospital Albermarle, de Elizabeth City, na Carolina do Norte, informou que a mulher retirada da água após o naufrágio do navio HMS Bounty, ocorrida durante a passagem do furacão Sandy, morreu ontem. Outros 14 integrantes da tripulação foram resgatados dos botes salva-vidas, no Oceano Atlântico. Até a noite de ontem, a Guarda Costeira americana não havia encontrado o capitão da embarcação.

ELIZABETH CITY, EUA, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h02

Claudene Christian, de 42 anos, estava inconsciente quando foi retirada do mar e transportada em um helicóptero da Guarda Costeira na tarde de segunda-feira. Ela foi levada para Elizabeth City, onde morreu, de acordo com o porta-voz do hospital, Patrick Detwiler.

Antes do naufrágio, a tripulação percebeu que o navio seria invadido pelas águas, vestiu roupas de neoprene laranja, coletes salva-vidas e abandonou o HMS Bounty, cerca de 145 quilômetros a sudeste de Cape Hatteras, na Carolina do Norte.

O navio, de 55 metros de altura e três mastros, que foi construído para o filme O Grande Motim, de 1962, naufragou rapidamente. As equipes de resgate encontraram os 14 tripulantes e os levaram para terra firme, mas Claudene e o capitão desaparecido, Robin Walbridge, de 63 anos, foram levados pela água antes de conseguirem chegar aos botes salva-vidas.

Hollywood. A embarcação estava a caminho de St. Petersburg, no litoral da Flórida, e navegava a cerca de 260 quilômetros do olho do furacão quando foi a pique. O Bounty era uma réplica. O original, um navio de transporte britânico, ficou famoso por um motim realizado no Taiti, em 1789.

No cinema, Marlon Brando fez o papel do líder da rebelião, o marinheiro Fletcher Christian, no filme para o qual o navio foi construído. / AP e REUTERS

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