Mulher pede a juíza autorização para morrer

Deitada em uma cama de hospital, uma mulher paralisada contou a uma juíza sobre seu desejo de morrer. A paciente, cujo nome foi impedido pelas autoridades britânicas de ser divulgado, só é capaz de respirar com a ajuda de um aparelho, devido ao rompimento de uma artéria em seu pescoço no ano passado, que a deixou totalmente imóvel. Os médicos disseram que não querem remover o respirador.Durante a audiência, transmitida através de um circuito fechado de televisão de um quarto de um hospital não-identificado de Londres à Alta Corte, a mulher, por volta dos 40 anos, aparentou estar consciente e coerente e falou com detalhes sobre sua doença.Quando o advogado da paciente, Philip Havers, perguntou se ela gostaria de deixar o hospital para ir a algum outro lugar onde o respirador pudesse ser removido, ela respondeu. "Sim. Quero estar apta a morrer".A juíza, Elizabeth Butler-Sloss, presidente da Vara de Família da Alta Corte, afirmou que a única decisão que ela deverá tomar é se a paciente tem capacidade mental para decidir se deseja morrer.O caso difere daqueles de pessoas doentes que pedem por ajuda para cometer suicídio - esta paciente quer apenas cessar o tratamento médico que a mantém viva, e não pediu a ninguém para que fizesse algo além disso para ajudá-la a morrer.A audiência deverá durar dois ou três dias.

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