AP Photo/Kirsty Wigglesworth
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Mulher que acusa Assange de estupro pedirá reabertura de investigação na Suécia

'Enquanto o crime não prescrever, minha cliente tem esperança de que a justiça seja feita', disse a advogada da denunciante, que prometeu pedir em breve a retomada do caso para a procuradoria do país

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2019 | 09h20

ESTOCOLMO - A advogada da mulher que acusa Julian Assange de tê-la estuprado na Suécia em 2010 indicou nesta quinta-feira, 11, que pedirá a procuradoria do país que reabra a investigação depois de o fundador do WikiLeaks ser preso em Londres.

"Faremos tudo para que os procuradores voltem a abrir a investigação sueca e que Assange seja entregue para a Suécia e julgado por estupro", disse Elisabeth Massi Fritz.

A Suécia arquivou as ações legais contra ele em maio de 2017, três anos antes de prescrevem, por não ter conseguido avançar as investigações enquanto Assange estava asilado na embaixada do Equador na capital inglesa. 

A notícia de prisão de Assange pela polícia britânica foi "um choque para minha cliente", acrescentou Elisabeth. "Enquanto o crime não prescrever, minha cliente tem esperança de que a justiça seja feita", acrescentou.

Questionado pela agência France-Presse, um porta-voz da procuradoria sueca se recusou a comentar as declarações da advogada. "Veremos (o que acontecerá) sobre o caso", afirmou.

Julian Assange, de 47 anos, se refugiu em 2012 na embaixada equatoriana para escapar de uma ordem de prisão europeia no caso de um suposto estupro e abuso sexual na Suécia. Ele sempre negou as acusações.

Assange ficou famoso em 2010 quando o WikiLeaks publicou milhares de documentos confidenciais do Departamento de Estado dos EUA e do Pentágono que serviram de base para reportagens de veículos de imprensa de todo o mundo. / AFP

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