Erin Schaff/The New York Times
Erin Schaff/The New York Times

Mulher que acusa indicado para Suprema Corte dos EUA de assédio sexual aceita testemunhar

Presidente do Comitê Judiciário do Senado americano havia estabelecido este sábado como prazo para Christine Blasey Ford decidir se e como testemunharia

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2018 | 20h46

WASHINGTON - A mulher que acusa de abuso sexual o juiz indicado pelo presidente Donald Trump para a Suprema Corte dos EUA, Brett Kavanaugh, concordou em testemunhar antes de um painel no Senado na próxima semana, disseram as advogadas dela neste sábado, 22.

O presidente do Comitê Judiciário do Senado dos EUA, o republicano Chuck Grassley, havia estabelecido este sábado como prazo para a professora universitária Christine Blasey Ford, de 51 anos, decidir se e como testemunharia.

“A doutora Ford aceita o pedido do comitê para dar conhecimento, em primeira mão, sobre a má conduta sexual de Brett Kavanaugh, na próxima semana”, disseram em comunicado Debra Katz e Lisa Banks, advogadas de Christine. “Estamos esperançosos de que possamos chegar a um acordo sobre os detalhes.”

O comitê controlado pelos republicanos havia adiado a votação da confirmação de Kavanaugh depois que as alegações da professora surgiram na semana passada, e as advogadas negociavam as condições de seu depoimento.

Relembre: Kavanaugh - mais um problema para Trump

Kavanaugh é acusado de abusar sexualmente de Christine durante uma festa na década de 1980. Ele nega as acusações e prometeu testemunhar em audiência.

Na sexta-feira, Trump reiterou seu apoio ao candidato e colocou em dúvida o testemunho da acadêmica. "Não tenho dúvida de que, se o ataque contra a doutora Ford foi tão terrível como ela conta, então teria apresentado imediatamente acusações às autoridades locais encarregadas do cumprimento da lei", disse o republicano no Twitter. "Peço que ela traga essas acusações para que possamos saber a data, a hora e o lugar.”

A mensagem de Trump provocou reações imediatas em vários setores, e a hashtag #WhyIDidntReport (#porquenãodenunciei) se tornou o tema mais comentado na rede social nos EUA. / REUTERS e AFP

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