Mulher recusa-se a carregar a foto de sua vítima no caixão

Um juiz condenou uma mulher a carregar a foto do homem que ela matou numa colisão e os pais da vítima condescenderam em enviar sua foto no caixão. Agora, seu advogado está reclamando de uma quebra nas regras mas a família recusa-se a enviar outra.A acusação disse que Jennifer Langston estava alcoolizada e conversando num telefone celular, em junho de 2002, quando cruzou a linha central e abalroou uma picape que levava o professor Glenn Clarck e sua mulher grávida, Annette. Ele morreu e sua mulher permanece em estado de coma. O bebê nasceu cinco meses depois do desastre e está sendo criado pelos parentes.Além de homícidio causado por veículo, Jennifer foi condenada por colocar terceiros em risco e por direção descuidada. Um juiz sentenciou-a a 30 dias de cadeia, mais prisão domiciliar e prisão condicional e determinou que ela teria de levar consigo a fotografia de Clark por cinco anos. Os pais do professor entregaram aos funcionários do tribunal uma foto dele no caixão.Numa audiência, quarta-feira, o advogado de Jennifer, Michael Sherman, disse que o ?espírito do acordo? determinava uma foto de Clark enquanto ele estava vivo.?Não é razoável e é cruel que lhe tenham dado essa foto?, disse Sheman.O promotor distrital Tim McCune concordou em pedir que a família providencie uma foto diferente. Mas Rosellen Moller, mãe de Clark, está irredutível e diz que não tem intenção de enviar outra.?Acho que foi cruel e irracional matar meu filho?, disse ao jornal The Herald, de Sharon. ?Realmente, não temos escolha. Eles queriam que eu enviasse uma foto de Glenn e enviei.?

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