Mulheres acusam revista de violar privacidade

Duas mulheres recorreram a um tribunal para processar uma revista francesa que publicou fotografias de ambas rezando, sob a alegação de que a publicação violou a privacidade delas, e exigindo 23 mil euros (US$ 20,3 mil) de indenização. As fotos, tiradas quando católicos romanos de todo o mundo se encontraram em Paris para o Dia Mundial da Juventude, em 1997, foram usadas para ilustrar um artigo de março de 2000, na revista L´Express, sob o título "É Deus misógeno?" As mulheres francesas que registraram a queixa, Anne-Sophie Henry e Anne Couvrer, argumentam que o artigo foi um insulto à religião delas. "Elas foram feridas na sua fé e no seu direito de auto-expressão", afirmou a advogada de ambas, Solange Doumic. Um tribunal deve decidir o caso no dia 25 de fevereiro. A foto foi tomada pelo famoso fotógrafo iraniano Abbas, que trabalha para a agência Magnum. Citando uma decisão do tribunal de dez anos atrás, a revista L ´Express argumentou que os fotógrafos não podem ser punidos por tirar fotos em lugares públicos, porque é impossível obter autorização de todos os fotografados. "Se vocês nos condenarem, não seremos capazes de publicar nada mais", declarou ao tribunal o advogado da revista, Bruno Landry. "Teremos de contratar atores." A agência Magnum, a revista L´Express, o fotógrafo e a associação de imprensa retaliaram contra a queixa, pedindo que as mulheres sejam submetidas a uma multa simbólica de 1 euro (US$ 88 centavos) por dar início a "procedimentos injustos".

Agencia Estado,

21 Janeiro 2002 | 19h24

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