Mulheres afegãs pedem fim de bombardeios

As mulheres afegãs pediram hoje, através de uma delegação de deputadas italianas, a suspensão imediata dos bombardeios já que, em sua avaliação, a ação militar tem sido ineficaz, causando danos apenas à população. Esta é a mensagem das representantes das associações Rawa (Associação Revolucionária das Mulheres Afegãs) e Hawca (Humanitarian Assistance of Women and Children of Afganistan), entre outras, trazida por um grupo de quatro deputadas italianas de esquerda que acabam de regressar de uma viagem ao Paquistão.A viagem da delegação havia sido organizada pelas "Mulheres de Preto" e coordenado pela representante no Parlamento Europeu do partido Refundação Comunista, Luisa Morgantini. O périplo durou uma semana - de 30 de outubro a 6 de novembro -, durante o qual as deputadas, jornalistas e membros de associações se reuniram e puderam conversar com mulheres afegãs que estão trabalhando na reabertura de um processo de paz baseado em princípios democráticos.Além disso, a partir de hoje, as quatro deputadas darão início a um grupo interparlamentar de contato com mulheres afegãs e paquistanesas para darem continuidade política aos compromissos que estas mulheres assumiram durante a viagem, elas explicaram hoje em entrevista à imprensa em Roma. Dois, em particular, foram os pedidos entregues às italianas: deter os bombardeios e prever sua substituição pela intervenção de uma força multilateral da ONU com o objetivo de desarmar o Taleban e a Aliança do Norte; e incluir as mulheres na mesa de negociações para um futuro governo. As mulheres afegãs estão convencidas de que, após a ilusão de que os bombardeios poderiam livrar o país dos talebans na realidade a ação militar mostrou-se ineficaz.Leia o especial

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.