Mulheres mantidas como escravas em Londres eram agredidas, diz polícia

Comandante afirma que vítimas não foram traficadas e investigação levará 'tempo considerável'

O Estado de S. Paulo,

22 de novembro de 2013 | 15h24

LONDRES - Três mulheres que foram mantidas como escravas domésticas por 30 anos em uma casa de Londres sofreram agressões físicas durante o período, disse a polícia nesta sexta-feira, 22. As três foram libertadas em outubro.

A polícia prendeu na quinta-feira 21 um homem e uma mulher, ambos de 67 anos, no caso descrito pelas autoridades como o pior caso de serventia doméstica na história britânica.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o comandante Steve Rodhouse disse que as mulheres sofreram agressões físicas e eram controladas emocionalmente. "O que estamos descobrindo é uma imagem chocante e complicada de controle emocional por muitos anos", disse.

A polícia revelou ainda que o casal de 67 anos foi solto sob pagamento de fiança e já havia sido preso nos anos 1970, mas não entrou em detalhes.

Segundo a polícia, uma das mulheres resgatadas, uma britânica de 30 anos, possivelmente passou a vida toda como escrava na casa, apesar de não se saber o relacionamento dela com as duas pessoas presas ou com as outras duas mulheres, uma malaia de 69 anos e uma irlandesa de 57 anos.

Rodhouse disse que as três mulheres não foram traficadas e que não há ligação com nenhum outro grupo na Grã-Bretanha. A investigação, acrescentou, deve levar "tempo considerável"./ REUTERS

 
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