Mulheres podem obter direito a voto na Arábia Saudita

O conselho consultivo (chamado Shura) recomendou que a Arábia Saudita permita o voto para as mulheres nas eleições locais, mas só em 2015. O órgão não defende, porém, que elas concorram a cargos públicos, disse hoje um de seus membros. Os homens do reino ultraconservador irão votar este ano para eleger metade dos membros dos conselhos municipais.

AE, Agência Estado

07 de junho de 2011 | 13h55

O conselho consultivo, integrado por pessoas nomeadas por autoridades, atua como um órgão para aconselhamento, sem poder de autoridade legislativa. Um membro do conselho, pedindo anonimato, disse que o órgão recomendou que as mulheres passassem a votar apenas nas eleições seguintes, marcadas para 2015. Segundo ele, isso ocorre pois o registro dos eleitores para as eleições de setembro já terminou há 18 dias.

A recomendação precisa ser apoiada pelo rei Abdullah para ser implementada. No mês passado, mais de 60 intelectuais e ativistas sauditas pediram um boicote às eleições, pois os conselhos municipais não têm legitimidade, na opinião deles, pelo fato de as mulheres não poderem participar.

A eleição municipal na Arábia Saudita, a única forma de voto no reino, deve ocorrer em 22 de setembro. Em maio de 2009, o governo ampliou o mandado dos conselhos municipais em dois anos. A primeira eleição no país ocorreu em 2005, quando metade dos membros dos 178 conselhos municipais foram eleitos, enquanto o restante deles foi nomeado pelo governo.

As mulheres sauditas também não podem dirigir, nem viajar sem autorização de um homem responsável. Em público, elas precisam usar véus sobre a cabeça. As informações são da Dow Jones.

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