Mulheres sacerdotes são excomungadas pelo Vaticano

O Vaticano anunciou hoje a excomunhão de sete mulheres ordenadas como sacerdotes pelo bispo cismático argentino Rómulo Antonio Braschi, duas semanas após ter expirado o prazo concedido para seu "arrependimento". A Igreja Católica sempre rejeitou a ordenação de mulheres sacerdotes lembrando que Jesus Cristo só escolheu homens como seus apóstolos. Um decreto da Congregação para a Doutrina da Fé anunciou que as mulheres, "ao não manifestarem nenhum sinal de arrependimento por seu delito tão grave" - serem ordenadas como sacerdotes-, foram castigadas com a excomunhão. No dia 10 de julho, a Congregação havia concedido às sete mulheres um prazo, até o dia 22, para aceitar anulação de sua ordenação como sacerdotes. A viagem do papa João Paulo II ao Canadá, Guatemala e México retardou a decisão. Em um documento de 1994, o papa decretou que "a Igreja não tem nenhum modo nem faculdade de conferir às mulheres a ordenação sacerdotal e esta sentença deve ser respeitada de modo definitivo por todos os fiéis". Uma das sete ordenadas, Christine Mayr-Lumetzberger, afirmou que a excomunhão "é um novo ato de discriminação contra as mulheres". "É inadmissível que alguém em Roma continue dizendo que é legal a discriminação das mulheres por meio de sua exclusão do serviço sacerdotal", disse Christine, após ser informada sobre a medida tomada pelo Vaticano. Para a Congregação para a Doutrina da Fé, a pretensa ordenação "vai contra a justa promoção da mulher, que ocupa um lugar particular, específico e insubstituível na Igreja e na sociedade".

Agencia Estado,

05 Agosto 2002 | 15h48

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