Mulheres vestiam-se de Obama em festas de Berlusconi

As festas privadas realizadas pelo ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, não apresentavam apenas garotas fazendo striptease com fantasias de freiras e enfermeiras, mas também vestidas de Barack Obama e como o promotor que abriu processos contra o político. As informações foram divulgadas durante testemunho de Karima el-Mahroug, a marroquina conhecida como Ruby, que está no centro do escândalo.

Agência Estado

17 de maio de 2013 | 15h21

As declarações de Ruby, feitas durante o julgamento de três ex-auxiliares de Berlusconi acusados de contratar como prostitutas a marroquina e outras mulheres, confirmam a atmosfera sexualmente carregada das festas "bunga bunga" promovidas por Berlusconi.

As acusações julgadas nesta sexta-feira não incluem o caso contra Berlusconi, que é processado por ter pagado para fazer sexo com uma menor - El-Mahroug tinha 17 anos na época - e tentar encobrir o caso.

A marroquina, que agora tem 20 anos, disse que participou se cerca de seis festas, usando seu apelido, Ruby, e que após cada uma delas o ex-premiê entregou a ela um envelope com 3 mil euros em notas de 500 euros. Ela contou que posteriormente recebeu 30 mil euros de Berluscino, por meio de um intermediário. Segundo Ruby, Berlusconi queria que ela usasse o dinheiro para abrir um salão de beleza, embora ela não tenha conhecimento para trabalhar nessa área.

Mas El-Mahroug negou que Berlusconi tenha lhe dado 5 milhões de euros. Ela reconheceu que isso a colegas e até mesmo a seu pai que receberia a quantia como uma forma de "ostentação", mas que foi uma mentira para parecer que era mais importante.

Os três auxiliares de Berlusconi, Emilio Fede, executivo do império de mídia do ex-premiê; Nicole Minetti, ex-funcionária da área de saúde e política;, além do agente de talentos Dario "Lele'''' Mora são acusado de recrutar mulheres para atuarem como prostitutas nas festas e de estimular a prostituição, inclusive de menores. Eles negam as acusações.

El-Mahroug fez declarações cuidadosamente orquestrada para os meios de comunicação desde que o escândalo veio à tona, mas ela nunca havia feito um testemunho formal e público. Tanto ela quanto Berlusconi negam que tenham tido relações sexuais. As informações são da Associated Press.

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