Multidão ateia fogo nas embaixadas da Dinamarca e Noruega

Milhares de pessoas puseram fogo hojenas embaixadas da Dinamarca e da Noruega em Damasco, capital daSíria, em protesto contra a publicação de caricaturas do profetaMaomé em jornais desses países. Manifestações públicas costumamser reprimidas com ferocidade pelas forças de segurança da Síria- país governado por um regime ditatorial -, por isso seespecula que a polícia foi pega de surpresa ou não agiu com ocostumeiro rigor tão logo os protestos começaram.Desde que na semana passada começaram os protestos no mundoárabe e islâmico, quase diariamente centenas de pessoas sesentavam diante da embaixada dinamarquesa, no centro de Damasco,num protesto pacífico. Hoje, eram milhares e começaram a atirarpedras.Depois que a embaixada dinamarquesa foi incendiada, os policiaisusaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar osmanifestantes que se dirigiam para a representação norueguesa,situada a uns 6 quilômetros de distância. Mas a multidão rompeuas barreiras e pôs fogo no prédio. As pessoas também atirarampedras contra os carros da polícia, disseram testemunhas.Segundo as autoridades locais, ninguém ficou ferido.A TV norueguesa informou que os funcionários da embaixada nãoestavam dentro do edifício quando o fogo começou. O prédio daEmbaixada da Dinamarca, onde também funcionam as representaçõesda Suécia e do Chile, estava vazio.Depois, os manifestantes se dirigiram para a Embaixada da França- outros país onde jornais reproduziram as caricaturas. Apolícia isolou o prédio a tempo e conteve a multidão.Em resposta, os Ministérios do Exterior da Dinamarca e daNoruega emitiram comunicado advertindo seus cidadãos para saíremimediatamente da Síria. As caricaturas causaram furor no mundo islâmico em parte porqueuma interpretação estrita da lei muçulmana proíbe que se façamimagens do profeta. Agravando a ofensa, uma das caricaturasmostra Maomé usando um turbante em forma de bomba.As caricaturas saíram inicialmente na Dinamarca, e em seguida emjornais de outros países europeus, num sinal de solidariedadepela liberdade de imprensa.

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