Multidão diminui em oitavo dia de protestos na Hungria

Milhares foram às ruas neste domingo pelo oitavo dia seguido, para demandar a renúncia do primeiro-ministro, em razão da descoberta de que ele mentiu à população sobre a complicada situação da economia do país. No entanto a multidão foi bem menor em relação aos outros dias. Durante a tarde, no máximo cinco mil pessoas continuavam na praça Kossuth, em frente ao prédio neogótico do parlamento, que tem sido o principal local de protesto. Com um tempo fresco, mais de 20 mil se reuniram na praça no sábado, a maior manifestação contra o premier Ferenc Gyurcsany. Gyurcsany continua desafiador. Em entrevista publicada neste domingo, ele diz planejar continuar como líder de seu partido durante 2007, e que os resultados das eleições municipais no próximo domingo não irão afetar seus planos. "Nem as ações do governo, nem o que acontecer no partido depende do resultado (das eleições)", disse Gyurcsany ao jornal Vasarnap Reggel. Vou lutar por essas políticas e parte disso é a modernização do partido Socialista." Na entrevista, Gyurcsany relacionou a oposição de centro-direita às manifestações violentas do início da semana, que deixaram centenas de feridos e causaram danos materiais de centenas de milhares de euros. "Essa não é apenas a tragédia da direita húngara, mas também da democracia húngara" disse aos repórteres. O verdadeiro teste do sentimento popular acontecerá na semana que vem. Durante os dias úteis, as manifestações não contavam com mais do que 10 mil pessoas, e o tamanho dos protestos durante a semana será a medida da oposição.

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