Mundo árabe está passando por 'terremoto', diz premiê de Israel

Netanyahu deseja 'o melhor' para vizinhos árabes, mas diz que seu país está 'preparado'

Associated Press

14 de fevereiro de 2011 | 18h53

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira, 14, que o mundo árabe está passando por um "terremoto", mas que ele espera "o melhor" para os países envolvidos. Netanyahu referiu-se aos protestos que derrubaram os presidentes da Tunísia e do Egito e que se espalharam para outros países como o Bahrein, o Iêmen e a Jordânia.

 

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O premiê israelense disse esperar que a crise entre os países árabes fortaleça os acordos de paz e gere novos pactos, mas afirmou que seu país permanece "preparado para qualquer possibilidade". Israel tem tratados com vários dos países da região, mas o clima de instabilidade preocupa as autoridades.

 

No Egito, onde Hosni Mubarak foi derrubado após 30 nos no poder, os militares que assumiram o governo provisoriamente já adiantaram ao Estado judeu que honrarão os acordos de paz de Camp David, assinados no fim dos anos 70. Os tratados mantiveram a estabilidade entre os dois países por mais de três décadas.

 

O ex-comandante militar israelense Gabi Ashkenazi também disse que seu país está comprometido com os pactos, mas reiterou a preparação das tropas. "Nós planejamos essa situação. Pensamos em vários cenários", disse.

 

Os protestos no mundo árabe tiveram início na Tunísia, onde o presidente Zine El Abidine Ben Ali renunciou e deixou o país após manifestações. Na última sexta, foi a vez de Mubarak renunciar. Agora, manifestações ocorrem vários outros países árabes e também no Irã, que apesar de estar no Oriente Médio ao lado de nações árabes, é persa.

 

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