Mundo passa de 5 milhões de mortos com pandemia em alta no Leste Europeu

Mundo passa de 5 milhões de mortos com pandemia em alta no Leste Europeu

Brasil é o segundo país com mais mortes para a doença, conforme mostra plataforma da Universidade Johns Hopkins

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2021 | 08h18
Atualizado 01 de novembro de 2021 | 16h42

A pouco menos do aniversário de dois anos da pandemia de covid-19, o mundo completou nesta segunda-feira, 1, a marca de 5 milhões de mortes pela doença.  5 milhões de mortes pela covid-19, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins (EUA).

A marca chega em um momento em que mais da metade da população do planeta recebeu ao menos uma dose da vacina contra o coronavírus. Com a contaminação relativamente controlada nas Américas e em partes da Ásia e do continente europeu, o vírus ameaça sair do controle no Reino Unido e em alguns países da antiga Cortina de Ferro. 

Epidemiologistas alertam que o principal risco para o terceiro ano da pandemia ainda é a vacinação incipiente em alguns países, que pode favorecer o aumento do contágio e, em consequência,  surgimento de novas variantes. Neste ano, a Delta, originada na Índia, provocou grande estrago nos Estados Unidos e em países europeus nos últimos meses. Em 2022, o desafio é levar as vacinas a países pobres da África e da Ásia e aumentar as taxas em nações onde o ceticismo vacinal impera. 

É o caso por exemplo da Rússia, onde apenas 33% da população tomou duas doses da vacina, e da Romênia, onde esse índice é de 32%. Sem uma imunização ampla, o contágio nesses dois países explodiu. A Rússia, com 26 casos por 100 mil habitantes, decretou um novo lockdown e escritórios pararam de funcionar na última semana. 

A Romênia tem 68 casos por 100 mil habitantes e a maior média diária de mortes do mundo, quando adequada ao tamanho de sua população. Seguem os romenos nessa lista outros países da região, como a Bulgária, Moldávia, Letônia, Armênia, Ucrânia e Geórgia.

Para efeito de comparação, a cada 100 mil habitantes, o Brasil, com 55% da população completamente vacinada, tem hoje 5,5 casos. A média móvel de mortes no País é a menor desde abril de 2020. 

Luz no fim do túnel

Embora a maioria dos epidemiologistas seja cético quanto à erradicação do vírus, muitos acreditam ver no horizonte o fim da pandemia. Nesse cenário, o coronavírus seria mais uma doença com a qual teríamos de conviver. É o caso do principal assessor sanitário do presidente americano Joe Biden, o doutor Anthony Fauci. 

“Acho que as festas de fim de ano poderão ocorrer razoavelmente dentro do normal. Mas ainda estamos na pandemia, cada vez mais perto de alguma normalidade”, disse. “O nosso objetivo é sair da fase pandêmica para a fase de controle.”

Nas contas do governo americano, essa fase de controle significa uma média móvel diária de 3 casos por 100 mil, com a maioria das pessoas livres de casos graves e mortes graças a vacinação. 

“Acredito que a covid lentamente fará parte do nosso cotidiano”, disse Andrew Noymer, epidemiologista na Universidade da Califórnia. “As pessoas ainda tomarão algumas precauções, como máscara em lugares fechados, mas o vírus passará a fazer parte do ambiente.”

Scott Lieber, membro da diretoria da Pfizer, uma das empresas que desenvolveu uma vacina contra a covid, faz uma previsão similar. “A Delta pode ter sido a última grande onde de infecções, à medida que a covid se transforma num vírus endêmico”, afirmou. “Talvez tenhamos que atualizar a vacina anualmente, mas o vírus fará parte das nossas vidas.”

Outros cientistas, no entanto, são menos otimistas. “Tenho muitas dúvidas ainda sobre o futuro e acredito que algumas regiões sofrerão novamente”, diz Michael T. Osterholm. “Há dúvidas sobre se imunidade perde força com o tempo. Como e em que frequência isso ocorre? São perguntas que teremos de responder para o próximo ano.”/ NYT E WP. 

 


 

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