Mundo condena teste nuclear da Coreia do Norte

O terceiro teste nuclear realizado pela Coreia do Norte foi duramente criticado pela comunidade internacional nesta terça-feira. Até mesmo o Irã, que já sofreu várias sanções por causa do seu programa de enriquecimento de urânio, anunciou que desaprova a atitude tomada pelo governo norte-coreano. "Precisamos chegar a um ponto em que nenhum país tenha armas nucleares e, ao mesmo tempo, todas as armas de destruição de massa precisam ser destruídas", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Internacionais, Ramin Mehmanparast.

GABRIELA MELLO, Agência Estado

12 de fevereiro de 2013 | 09h09

Em um comunicado, o presidente francês, François Hollande, condenou firmemente o teste nuclear e pediu que a Coreia do Norte cumpra seu compromisso internacional e descontinue tais atividades. "A Coreia do Norte deve imediatamente interromper qualquer gesto que arrisque aumentar a tensão na Península Coreana e prejudique a paz e a segurança internacional", declarou Hollande.

Ainda na Europa, o ministro de Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, disse que a Organização das Nações Unidas (ONU) deve considerar mais sanções contra a Coreia do Norte, como resposta à decisão de Pyongyang de testar armas nucleares.

De acordo com a Rússia, o teste nuclear demonstrou o desprezo da Coreia do Norte pelas resoluções do órgão. "Ao realizar um novo teste nuclear, Pyongyang novamente ignorou as normas da lei internacional e mostrou seu desprezo pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU", afirmou Serguei Lavrov, ministro de Relações Exteriores russo.

Na Ásia, as Filipinas disseram lamentar a violação das resoluções do Conselho da ONU pela Coreia do Norte. O teste nuclear estremeceu até mesmo as relações com a China, um importante aliado dos norte-coreanos. Comunicado divulgado por Pequim mostrou uma crescente frustração com o comportamento provocativo do vizinho comunista. "A República Popular Democrática da Coreia, sem se importar com a ampla oposição internacional, executou um teste nuclear, ao qual o governo chinês se opõe firmemente", informou o documento.

A presidente eleita na Coreia do Sul, Park Geun-Hye, anunciou que seu governo não vai tolerar o regime de armas nucleares de Pyongyang. "A Coreia do Norte precisa entender que não tem nada a ganhar com essas provocações", disse, acrescentando que tal situação é inaceitável "sob qualquer circunstância". Park, que assume o cargo em 25 de fevereiro, baseou sua campanha na promessa de um engajamento maior com Pyongyang. As informações são da Dow Jones.

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