Mundo expressa pesar com doença de Sharon

Do Oriente ao Ocidente, líderes mundiais manifestaram pesar pelas condições de saúde do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e simpatia a um homem, até pouco tempo atrás, visto como uma ameaça para o Oriente Médio. "Isto é muito triste, tanto no nível humano como no político. Há muito, muito pouca esperança. Vamos esperar por um milagre que seria extraordinariamente importante", declarou o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. O presidente francês, Jacques Chirac, disse esperar que Sharon supere esse "teste doloroso", mas um comunicado de seu gabinete pareceu indicar a descrença em que volte ao poder. "O presidente da República espera a continuação das bravas iniciativas adotada pelo senhor Sharon, que têm o apoio de toda a comunidade internacional." Já o maior aliado de Sharon, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, definiu-o como "um homem de coragem e paz", e disse que "todos estão rezando por sua recuperação"."Estou preocupado com o processo de paz no Oriente Médio", disse o primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, que cancelou a viagem que faria, a partir de sábado, a Israel e aos territórios palestinos.O chanceler britânico, Jack Straw, comentou durante entrevista que as tentativas de Sharon de buscar uma solução para o conflito no Oriente Médio renderam a ele "grande respeito em todo o mundo".Já palestinos e árabes em geral acompanharam com alegria, e uma certa apreensão, o noticiário sobre a situação crítica de Ariel Sharon, a quem costumam referir-se como "criminoso", "destruidor" e "açougueiro". Não foram os únicos a celebrar. Tiveram o apoio de arquiinimigos: um grupo de judeus israelenses ultranacionalistas, irados com a decisão de Sharon de entregar a Faixa de Gaza ao controle da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

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