Mundo precisa combater doenças como aids, diz Clinton

O ex-presidente americano Bill Clinton elogiou o governo chinês nesta segunda-feira por sua decisão de ajudar pacientes pobres com aids a receber tratamento e comentou que a epidemia de Sars registrada este ano demonstrou dramaticamente como os países e as empresas precisam contribuir para combater a disseminação de doenças. "Não podemos fugir uns dos destinos dos outros", declarou Clinton durante simpósio na prestigiada Universidade Tsinghua para discutir formas de combater a aids e a Sars (síndrome respiratória aguda grave), também conhecida como pneumonia asiática. Clinton, que governou os Estados Unidos entre 1993 e 2001, disse que os remédios utilizados para conter os efeitos do vírus HIV - causador da aids - precisam ter preços mais acessíveis e qualificou como inaceitável o fato de pessoas ao redor do mundo morreram porque não podem pagar pelo tratamento. "Essa questão dos remédios é um escândalo internacional", denunciou o ex-presidente americano. "O dinheiro não deveria determinar quais pacientes de aids devem viver ou morrer." Na semana passada, o vice-ministro de Saúde da China, Gao Qiang, disse que 5.000 portadores do vírus HIV em "dificuldades financeiras" receberão tratamento gratuito durante o próximo ano. Até 2008, a China planeja estender o programa a outros 40.000 pacientes de aids sem condições de arcar com os altos custos do tratamento, afirmou Zhang Fujian, diretor de uma força-tarefa de combate à aids na China. Clinton disse que iniciativas como essas ajudam a demonstrar que os esforços chineses para obter progresso econômico não estão prejudicados. "A China é famosa por seu bom planejamento e garante assim o futuro de milhões de pessoas." Depois do discurso, o ex-presidente americano apertou a mão de Song Pengfei, um chinês de 21 anos infectado pelo vírus HIV durante uma transfusão de sangue. Clinton também reuniu-se com o presidente Hu Jintao e seu antecessor, Jiang Zemin. Eles conversaram sobre comércio e outros aspectos das relações sino-americanas, informou a Televisão Central da China.

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