Piyal Adhikary/EFE/EPA
Piyal Adhikary/EFE/EPA

Mundo registra novo número recorde de mortes diárias por covid-19

Mais de 11 mil pessoas morreram na terça-feira, 17; Europa, epicentro da segunda onda da pandemia, foi responsável por 46% dos novos casos e 49% das mortes do planeta na semana passada

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 10h16

O mundo registrou 11.115 mortes por covid-19 na terça-feira, 17, um novo recorde diário que supera o de 11 mil óbitos no dia 4 de novembro, aponta levantamento da Universidade Johns Hopkins.

 Na semana anterior, foram registrados quatro milhões de novos casos no planeta e quase 60 mil pessoas morreram devido à doença no mesmo período, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O pico de mortes durante a primeira onda da pandemia foi de 8.365 pessoas, no dia 17 de abril.

Mais de 55 milhões de pessoas contraíram a doença e mais de 1,3 milhão de mortes em todo o planeta desde o aparecimento do coronavírus. 

A quantidade de mortos chegou aos 248 mil nos Estados Unidos, país com o maior número de óbitos causados pelo vírus no mundo. Em seguida vem Brasil (166 mil), Índia (130 mil), México (99 mil) e Reino Unido (52 mil).

A Europa é o epicentro da segunda onda. Os países do continente vêm registrando números recorde desde o mês de outubro e começaram a adotar novas medidas para frear a contaminação. 

Europa tem queda no número de casos, mas aumento nas mortes

Segundo anúncio da OMS feito nesta quarta-feira, o número de novos casos de covid-19 na Europa caiu na semana passada pela primeira vez em três meses, mas o número de mortes continua aumentando no continente. 46% dos novos casos do planeta e 49% das mortes na semana passada vieram apenas da Europa.

Ontem, a França ultrapassou a Rússia em número de casos e superou os 2 milhões de infectados, e a Itália registrou o maior número de mortes em sete meses.

A Alemanha, com mais de 800 mil casos de covid-19 durante a pandemia, vai impor novas restrições, como o uso de máscara nas escolas e a redução do tamanho das salas de aula, segundo um projeto que a AFP teve acesso. 

"Precisamos de novos esforços para conter os contágios", afirma o governo de Angela Merkel no documento, que classifica a situação como "muito séria." 

A Suécia, que vinha adotando medidas mais flexíveis para o combate à pandemia, endurecerá as regras a partir da próxima semana. As reuniões, que eram permitidas se tivessem entre 50 a 300 pessoas a depender do caso, agora serão de até oito pessoas. O país já também havia decretado o fechamento de bares, restaurantes e boates até às 22h30.

"A situação no nosso país é complicada e sensível. E vai piorar. Cumpra com seu dever, assuma a sua responsabilidade para frear a propagação. Não vá à academia, nem à biblioteca, nem jantar ou à festas. Fique em casa", disse o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven./AFP


 

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