Mundo relembra 11/9. "Ferocidade inumana", define Papa

De um posto isolado de pesquisa no Pólo Sul ao pregão da Bolsa de Tóquio, o mundo relembrou hoje os ataques terroristas de 11 de setembro do ano passado em EUA. Enquanto Nova York ainda dormia, o dia começou do outro lado do globo com uma cerimônia de plantio de uma árvore na embaixada da Nova Zelândia, uma das várias representações diplomáticas norte-americanas que permaneceram abertas a despeito de ameaças de novos ataques. Os atentandos teriam deixado um saldo de 500 estrangeiros mortos, entre eles, 67 britânicos, 24 japoneses e 10 australianos. No total, acredita-se que 91 países perderam cidadãos nos atentandos. PapaEm Roma, uma missa especial para bombeiros foi celebrada em uma basílica no centro, enquanto o Papa João Paulo II dedicou sua audiência pública semanal a lembranças dos ataques. "Nenhuma situação de dor, nenhuma filosofia ou religião podem justificar uma ofensa tão grande para a vida do ser humano e sua dignidade", disse o Papa, que classificou o terrorismo como uma ?exibição da ferocidade inumana?.Líderes mundiais manifestaram solidariedade aos EUA, incluindo o chanceler alemão, Gerhard Schröder, e o presidente da França, Jacques Chirac, dois críticos contundentes dos planos do presidente dos EUA, George W. Bush, de ampliar o combate contra o terrorismo com ataques ao Iraque. "A França sabe o que deve à América", afirmou Chirac. "O povo da França está com o coração ao lado da população norte-americana", disse.AfeganistãoNo Afeganistão, um pedaço do World Trade Center foi queimado debaixo do mastro da bandeira da embaixada dos EUA. Em Tóquio, as telas do pregão de viva voz da bolsa de valores exibiram mensagens de condolências.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.