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Mundo se tornou lugar mais pacífico em 2012, diz pesquisa

Indicadores do Brasil também melhoraram, mas país caiu no ranking, ocupando o 83° lugar, devido à inclusão de novas nações

estadão.com.br,

12 de junho de 2012 | 10h37

SÃO PAULO - O mundo se tornou um lugar mais pacífico em 2012: A boa notícia do Índice de Paz Global foi divulgada nesta terça-feira, 12, pelo Instituto de Economia e Paz (IEP). Contrariando a tendência dos últimos dois anos de aumento da violência, o fenômeno foi causado por melhoras na Escala de Terror Político e ganhos em indicadores de militarização, consequentes dos cortes de defesa após a crise econômica. Os indicadores do Brasil também melhoraram, mas, com a inclusão de novas nações, o país caiu no ranking, ocupando o 83° lugar entre 158.

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Se a melhoria na paz mundial foi causada em partes pela crise econômica, o caminho inverso também é verdadeiro. Segundo a pesquisa, se o mundo fosse completamente pacífico, o benefício para a economia global seria de US$9 trilhões no ano passado (o mesmo que as economias da Alemanha e Japão.)

O fundador e presidente do Conselho Executivo do IEP, Steve Killelea, disse que a mudança nas prioridades globais ficou flagrante no resultado desse ano. "As nações tornaram-se mais pacíficas externamente com a concorrência econômica. O resultado da região da África subsaariana foi particularmente notável - as guerras regionais diminuíram com a União Africana tentando alcançar o desenvolvimento econômico e a integração política", disse.

Todas as regiões, exceto o Oriente Médio e América do Norte (MENA), apresentaram melhoras, com a África subsaariana deixando o último lugar pela primeira vez desde o lançamento do GPI em 2007. Madagascar, Gabão e Botsuana apresentaram melhoras notáveis no último ano e a região também demonstrou a maior melhora das ´Relações com os Estados Vizinhos´ entre 2009 e 2012.

Primavera Árabe

O Oriente Médio e África agora são as regiões menos pacíficas do mundo. A queda foi causada em grande parte pela agitação e instabilidade gerada pela Primavera Árabe. Uns dos maiores indicadores que apresentaram maior deterioração no GPI foram as medidas de segurança e proteção da sociedade, parecendo ser um reflexo da turbulência que sacode o mundo árabe desde dezembro de 2010. A Síria apresentou a maior queda causada pela guerra civil, sendo seguida pelo Egito e Tunísia após a revolução.

Segundo o Instituto, os dados de tendência também demonstram uma diferença substancial entre o nível de paz das democracias e outros tipos de governos. As democracias falhas têm um desempenho substancialmente melhor do que os regimes híbridos e autoritários, indicando que as medidas de repressão por parte dos governos, como a ´Escala do Terror Político´ e o ´Nível de Conflito Organizado Interno´, são previsores confiáveis da paz.

América Latina

A América Latina apresentou um ganho geral da paz, com 16 das 23 nações tendo melhora nas pontuações do GPI. Apesar de o Brasil ter aumentado o nível de paz, caiu no ranking principalmente devido à inclusão de mais países no índice em 2012.

O GPI é a principal avaliação mundial da paz global produzida pelo Institute for Economics and Peace (IEP - Instituto de Economia e Paz). Ele avalia os conflitos domésticos e internacionais, a segurança na sociedade e a militarização em 158 países usando 23 indicadores diferentes.

 
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