AP Photo/Dita Alangkara
AP Photo/Dita Alangkara

Mundo supera 800 mil mortes por covid-19 e vê novos surtos

Número de casos ultrapassou 23 milhões, de acordo com levantamento em tempo real da universidade Johns Hopkins

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2020 | 13h43

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus chegou a 800 mil neste sábado, 22, de acordo com um levantamento em tempo real da universidade americana Johns Hopkins. Estados Unidos, Brasil, México, Índia e Reino Unido são os países com o maior número de vítimas no mundo. 

Os casos confirmados ultrapassaram 23 milhões também neste sábado, no momento em que as medidas de restrição para conter a propagação do coronavírus voltam a se multiplicar em diferentes países devido a aumentos nos casos. Na Europa, os novos surtos são mais preocupantes.

A Itália superou no sábado a marca dos mil novos casos nas últimas 24 horas, o pior registro desde o fim do confinamento, em maio. A capital Roma e sua região metropolitana registraram 215 novas infecções, recorde para a região. O governo indicou "tendência deterioração progressiva" no país, com aumento constante de novos casos nas últimas três semanas.

De acordo com o conselheiro Regional de Saúde, Alessio D'Amato, 61% desses novos casos estão relacionados ao retorno das férias do exterior mas, acima de tudo, da ilha italiana da Sardenha. “São basicamente jovens e assintomáticos. Nessa fase, o problema não são hospitalizações ou cuidados intensivos, isso está sob controle e não estamos preocupados, mas devemos bloquear a corrente de transmissão a tempo para que ela não espalhe o vírus no ambiente familiar ”, alertou. 

A França teve mais de 4.500 novos casos foram registrados nas últimas 24 horas. A máscara, já obrigatória em setores de Paris e cidades como Nice, também é regra em Toulouse e Lyon. A vizinha Alemanha superou os 2 mil novos casos nas últimas 24 horas, número que não era registrado desde o final de abril, durante o pico da pandemia.

Em Madri, agora recomenda-se à população que se confine nas áreas mais afetadas pelo coronavírus - o número total de casos diagnosticados na Espanha aumentou em mais de 8 mil em 24 horas. O mesmo rigor chega à Inglaterra, onde o confinamento foi intensificado em várias áreas do noroeste do país. Na Dinamarca, que enfrenta um aumento de casos e novos surtos, o uso de máscara - até agora apenas uma recomendação - será obrigatório a partir deste sábado nos transportes públicos. 

Outras regiões 

Fora da Europa a situação também é preocupante. A Coreia do Sul, que foi considerada um exemplo no combate à pandemia, registrou mais de 300 casos declarados em dois dias seguidos e anunciou neste sábado que aumentará as restrições.

Em outro canto do planeta, após quase 100 dias livre da covid-19, a província argentina de Jujuy, na fronteira com a Bolívia, sofre um aumento exponencial de casos que a mantém à beira de um colapso sanitário. 

O país mais afetado do mundo, Estados Unidos, soma 5,6 milhões de casos e mais de 175.416 mortes. Mas os contágios diminuíram nas últimas três semanas e o número de mortes, estável em mil por dia desde o final de julho, tende a começar a diminuir. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou nesta semana que a situação se estabilizou no Brasil, o mais afetado da América Latina. O País registrou 1.031 mortes e 31.391 novas infecções na sexta, segundo dados do levantamento realizado pelo EstadãoG1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde. No total, 113.454 vidas já foram perdidas por causa da covid-19. 

"Esperamos acabar com esta pandemia em menos de dois anos. Principalmente se conseguirmos unir nossos esforços", disse na sexta-feira o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. / Com informações da AFP 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.