Michael Dantas/ AFP (15/04/2021)
Michael Dantas/ AFP (15/04/2021)

Mundo supera a marca de 3 milhões de mortes por covid-19

Número de mortos é maior que a população de todas as capitais brasileiras, a exceção de São Paulo, Rio e Brasília; avanço da doença no Sudeste Asiático e América Latina preocupa autoridades de saúde

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2021 | 13h49

Desde que foi detectado no final de 2019, o novo coronavírus matou mais de três milhões de pessoas ao redor do mundo. A marca fúnebre foi alcançada neste sábado, 17, de acordo com a universidade americana Johns Hopkins, 3.002.053 de pessoas já perderam a vida.

A marca foi atingida em um momento em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera “um ponto crítico” da pandemia, Na semana passada, 12 mil óbitos foram registrados por dia, em média, de acordo com levantamento da agência de notícias francesa AFP. Do total, o Brasil é responsável por quase um quarto das mortes, com média diária próxima a 3 mil.

O número de vidas perdidas é maior do que a população de todas as capitais brasileiras, a exceção de São Paulo, Rio e Brasília. Em termos globais, é o equivalente à população de cidades como Kiev, Caracas e Lisboa - essa última incluindo a região metropolitana.

Além da alta média de mortes, também preocupa o ritmo do contágio. Também de acordo com o levantamento da AFP, a última sexta-feira, 16, registrou o novo recorde desde o começo da pandemia, com 829.596 novos casos confirmados.

"Esta não é a situação que desejamos em 16 meses de pandemia", disse Maria Van Kerkhove, uma das líderes da OMS para a covid-19.

Vacinação

Quando a pandemia superou, em janeiro, a marca desoladora de 2 milhões de mortos, as iniciativas de imunização haviam acabado de começar na Europa e nos Estados Unidos. Hoje, eles estão em andamento em mais de 190 países, embora o progresso no controle do vírus varie amplamente.

No caso do Reino Unido, que já conseguiu aplicar pelo menos uma dose de vacina em 60% de sua população, o número de mortes caiu para cerca de 30 por dia, enquanto algo em torno de 1.200 eram registradas até o fim do mês de janeiro.

Enquanto as campanhas de vacinação atingiram seu ritmo, como nos exemplos citados, e as pessoas e empresas começaram a contemplar a vida após a pandemia, outros lugares, principalmente os países mais pobres - mas também alguns ricos - estão atrasados na imunização e em impor novos bloqueios e outras restrições à medida que os casos de vírus aumentam.

Novas ondas

Regiões como a América Latina e Caribe e o Sudeste Asiático enfrentam novas ondas da covid-19.

O representante da Cruz Vermelha na Índia, Udaya Regmi, alertou que o avanço da pandemia no sudeste asiático é “espantoso” e deve ser entendida como “um chamado de atenção para o mundo".

“As vacinas devem estar disponíveis para todo mundo, em todas as partes, ricos e pobres, para superar esta terrível pandemia”, afirmou. A cidade mais populosa da Índia, Nova Delhi - 21,75 milhões de habitantes - inicia neste sábado uma política de confinamento aos fins de semana.

Enquanto isso, a região da América Latina e Caribe é a segunda mais atingida pela covid-19 desde o início da pandemia, atrás apenas da Europa, com mais de 857 mil mortos. No entanto, a piora na região tem relação direta com o aumento do quadro global.

Além do caso brasileiro, com o alto índice de mortalidade registrado nos últimos meses e o surgimento da variante P1, outros países, como a Argentina. Na sexta, a Argentina bateu o recorde no número de casos, com 29.472 confirmações, sendo metade deles na região metropolitana de Buenos Aires./ AFP e AP

 

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