Andrew Kelly/Reuters
Andrew Kelly/Reuters

Mundo supera marca de 1,5 milhão de mortes por covid-19 

No total, 1.500.038 mortes foram registradas no mundo desde o início da pandemia na China, em dezembro de 2019

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2020 | 19h01
Atualizado 03 de dezembro de 2020 | 20h08

PARIS - O mundo ultrapassou nesta quinta-feira, 3, a marca de mais de 1,5 milhão de mortes pelo novo coronavírus oficialmente registradas desde o início da pandemia, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins e da agência France Presse. Já são cerca de 65 milhões de casos no mundo. 

No total, 1.500.038 mortes foram registradas no mundo desde o início da pandemia na China, em dezembro. A América Latina - e Caribe - é a região mais afetada, com 452.263 mortes, à frente da Europa (430.060 mortes) e dos Estados Unidos e Canadá (286.946, juntos).

Desde 24 de novembro, mais de 10 mil mortes por dia foram registradas em média, um nível desconhecido até agora. 

Mais da metade dessas mortes nos últimos sete dias ocorreram na Europa (36.446), que está no meio da segunda onda da pandemia. Itália (5.017 mortes), Polônia (3.220), França (3.198) e Reino Unido (3.166) são os países mais afetados durante esse período.

No mundo, os Estados Unidos são o país com mais mortes desde o início da pandemia (274.577), seguido pelo Brasil (174.515) e pela Índia (138.648). 

Entre os países mais afetados, a Bélgica tem a pior taxa de mortalidade (146 óbitos por 100 mil habitantes), seguida do Peru (109), Espanha (98), Itália (96) e Macedônia do Norte (89). 

Mais de 4 mil casos de covid-19 foram registrados em média a cada semana desde meados de novembro.  Nos últimos sete dias, mais de 2 casos a cada 3 foram registrados em Europa, Estados Unidos e Canadá. 

O aumento das infecções detectadas pode ser parcialmente explicado pelo maior número de exames realizados em alguns países, mas uma parte significativa dos casos menos graves ou assintomáticos provavelmente ainda não foi detectada.

Restrições pelo mundo 

Nesta quinta-feira, o governo italiano proibiu viagens no Natal e no ano-novo para conter uma nova onda da covid-19. A restrição passa a valer em todo o país entre os dias 21 de dezembro e 6 de janeiro. 

Com isso, a Itália se torna o 1º país da Europa a anunciar uma proibição de deslocamento durante o recesso de fim de ano. A Espanha e o Reino Unido já haviam apresentado mais cedo nesta semana algumas recomendações para as festas, mas não impuseram restrição de viagem.

Na Suécia, porém, o principal epidemiologista do país, Anders Tegnell, afirmou hoje que a população ainda não precisa de máscaras, mesmo quando as mortes decorrentes da pandemia passaram de 7 mil  - e um dia depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ampliar as recomendações sobre máscaras.

Com os casos de covid-19 ultrapassando o pico registrado em abril, e com cerca de 3,2 mil mortos apenas na quarta-feira, 2, os Estados Unidos estão enfrentando o momento mais difícil da história da saúde pública no país, na opinião de alguns especialistas. 

O número de mortos registrado na quarta-feira é o maior desde o início da pandemia. Nem mesmo a letalidade registrada no mês de abril, quando o país se tornou o epicentro da covid-19, uma quantidade tão grande de mortos foi relatada em 24 horas. 

No Oriente Médio, o Irã superou a barreira de 1 milhão de casos confirmados de covid-19 nesta quinta-feira, 3, segundo o Ministério da Saúde do país. A república islâmica é a primeira nação a ultrapassar a marca na região. /COM AFP e REUTERS

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