Alfredo Estrella/AFP
Alfredo Estrella/AFP

Mundo ultrapassa 20 milhões de casos oficiais de coronavírus, dizem agências

Número de casos registrados duplicou em apenas um mês e meio; mais de 4 em cada 10 casos estão localizados em EUA e Brasil

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2020 | 20h57

WASHINGTON - Os casos de coronavírus no mundo ultrapassaram os 20 milhões nesta segunda-feira, 10, de acordo com uma contagem das agências Reuters e France-Presse, com Estados Unidos, Brasil e Índia respondendo por mais da metade de todas as infecções registradas.

Um total de 20.002.577 de pessoas tiveram a doença, das quais 733.842 morreram, segundo cifras oficiais. Mais de 4 em cada 10 casos estão localizados em EUA e Brasil, países mais castigados pela pandemia, com 5.075.678 e 3.057.470 casos, respectivamente (163.282 e 101.752 mortos).

A pandemia está crescendo mais rapidamente na América Latina, que responde por quase 28% dos casos mundiais e mais de 30% das mortes, de acordo com a contagem da Reuters.

A doença respiratória covid-19 já infectou pelo menos quatro vezes o número médio de pessoas que sofrem com doenças graves por influenza anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O ritmo da pandemia parece estabilizar-se no mundo. Desde meados de julho, 1 milhão de novos casos são detectados a cada quatro dias, aproximadamente.

Passaram-se 94 dias desde o anúncio do primeiro caso oficial na China, enquanto que a marca de 10 milhões de contaminações foi superada em 28 de junho. O número de casos registrados duplicou desde então, em apenas um mês e meio.

Respostas divididas

Mas com a primeira onda do vírus ainda chegando ao pico em alguns países e o ressurgimento de casos em outros, os governos ainda estão divididos em suas respostas. Alguns países estão reintroduzindo medidas rígidas de saúde pública, enquanto outros continuam flexibilizando as restrições.

Os especialistas em saúde preveem que os dilemas sobre como proceder na escola, no trabalho e na vida social vão durar — e as restrições vão oscilar— até que uma vacina esteja disponível.

A corrida pela vacina tem mais de 150 candidatas sendo desenvolvidas e testadas em todo o mundo, com 25 em testes clínicos em humanos, de acordo com a OMS.

Nos EUA, as crianças começaram a voltar às salas de aula na semana passada, mesmo com a controvérsia sobre a segurança.

O Reino Unido acrescentou Espanha e Bélgica a uma lista de países dos quais os viajantes que retornam devem ficar em quarentena por 14 dias devido a novos aumentos em alguns locais europeus.

Na Ásia, a China continua contendo os surtos usando lockdown rigoroso, reduzindo seus números diários para os dois dígitos.

O número global de infecções reflete uma parte do verdadeiro tamanho da pandemia, já que muitos países recorrem a testes de detecção somente para rastrear surtos ou não possuem recursos suficientes para a realização de grandes campanhas de detecção de casos. /REUTERS e AFP 

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