TONY GENTILE/REUTERS
TONY GENTILE/REUTERS

Mural que retrata papa angelical beijando Trump demoníaco aparece em Roma

Na cinta da roupa papal está a legenda 'o bem perdoa o mal'; líder americano visitará Francisco no Vaticano no dia 24

O Estado de S.Paulo

11 Maio 2017 | 15h59

ROMA - Um mural que retrata o papa Francisco de halo angelical beijando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dotado de chifres demoníacos, ambos em tamanho real, surgiu em um muro perto do Vaticano nesta quinta-feira, menos de duas semanas antes de um encontro marcado entre os dois líderes.

O mural, que foi pintado em papel e colado ao muro durante a noite, é o trabalho mais recente de artistas de rua representando o papa a aparecer em Roma nos últimos meses.

Este mostra Francisco, usando um crucifixo simples ao redor do pescoço, abraçando Trump, que usa um relógio de ouro e tem uma pistola em um coldre. O halo do papa é do mesmo tom de amarelo brilhante do cabelo de Trump, e os dois aparecem se beijando na boca.

A legenda escrita na cinta da sotaina papal diz "o bem perdoa o mal" e traz a assinatura "TVBoy", que se acredita ser o artista de rua italiano Salvatore Benintende.

"É muito provocante, mas não muito chocante para alguém vindo da América", disse um turista de Burbank, na Califórnia, que só se identificou como Victor.

O mural foi colado em um muro de uma rua chamada "Caminho da Margem do Espírito Santo", que fica diante do Vaticano e cruza o Rio Tibre.

Francisco e Trump devem se encontrar no Vaticano no dia 24, já que o presidente estará fazendo uma turnê por Arábia Saudita, Israel, Itália e Bélgica.

Os murais retratando o pontífice acabam sendo retirados por um grupo especial de funcionários do setor de saneamento de Roma conhecido como "O Esquadrão do Decoro".

O esquadrão já apagou um mural que mostrava o papa como um grafiteiro sorrateiro pichando sinais da paz em muros e outro que o exibia como Super-Homem.

A mídia local criticou o grupo por remover obras de arte popular, enquanto pichações de má aparência enfeiam muitos edifícios e pilhas de lixo se acumulam nas calçadas em razão de atrasos na coleta. / REUTERS

 

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