Murdoch expressa apoio à CEO da News International

O magnata da comunicação Rupert Murdoch expressou neste sábado seu total apoio à Rebekah Brooks, executiva-chefe da News International, subsidiária de seus jornais britânicos, apesar das contínuas repercussões do escândalo dos grampos telefônicos no tabloide britânico News of the World. O tabloide, forçado a fechar devido a novas revelações de impropriedade, preparou sua última edição neste sábado.

CLARISSA MANGUEIRA, Agência Estado

09 de julho de 2011 | 17h13

Muitos jornalistas e observadores da imprensa expressaram surpresa que Brooks, que foi editora do News of the World quando alguns dos alegados grampos ocorreram, tenha sido mantida no cargo mesmo após a demissão de alguns jornalistas.

Quando perguntando, durante conferência em Sun Valley (Idaho), se Brooks continuava a ter o seu apoio, Murdoch respondeu simplesmente: "total".

Rupert Murdoch chegará em Londres amanhã para uma visita programada, coincidindo com a última edição do News of the World.

As alegações que levaram ao fechamento do jornal de 168 anos são de que alguns de seus jornalistas pagaram à polícia britânica por informações e fizeram escutas ilegais em telefones de celebridades, políticos e outras figuras públicas. Além disso, o caso ganhou força com a notícia de que havia sido grampeado em 2002 um celular de uma menina desaparecida, Milly Dowler, que foi assassinada.

Imagens divulgadas pela Sky News sobre os preparativos da última edição do tabloide em Londres mostraram um dia normal de trabalho em uma redação cheia de jornalistas.

A polícia prendeu ontem Andy Coulson, ex-porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e editor do jornal entre 2003 e 2007, que foi depois libertado sob fiança. Cameron comentou a crise e anunciou uma investigação independente do caso. Coulson havia deixado o posto de porta-voz do premiê David Cameron mais cedo neste ano, por causa do caso de grampos em seu emprego anterior.

Clive Goodman, ex-editor para assuntos da realeza do News of the World que cumpriu pena de prisão em 2007 por grampear telefones de auxiliares da realeza, também foi detido e solto sob fiança ontem. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.