Murdoch promete ajudar polícia e se diz disposto a ver vítimas

Magnata se pronunciou depois que o pai de um jovem morto em atentado em Londres disse querer falar com ele

, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2011 | 00h00

LONDRES

O presidente e chefe executivo da News Corp., o bilionário Rupert Murdoch, disse ontem que o grupo vai cooperar com as investigações e, segundo seu porta-voz, poderia até se encontrar com as vítimas de grampo telefônico de seu jornal.

O magnata pronunciou-se sobre o caso depois que Graham Foukes, cujo filho morreu no atentado no metrô de Edgware, em 2005, disse que gostaria de ter "uma conversa" com Murdoch "sobre a responsabilidade e o poder que ele tem e como ele deveria ser usado de forma apropriada".

"Após as explosões, ficamos sem notícia de David por vários dias. Usamos o telefone loucamente para tentar obter informações, saber se ele estava em algum hospital. Falamos muito intimamente sobre questões pessoais. A ideia de que escutaram tudo isso é horrenda", disse.

Segundo o jornal The Telegraph, Paul Dadge - que aparece numa das mais emblemáticas fotos dos atentados enquanto socorre Davinia Turrell - afirmou que seu telefone foi grampeado pelo jornal numa tentativa de obter contato com a jovem, que se recusou a atender os repórteres.

Clarence Mitchell, o porta-voz de Kate e Gerry McCann, pais da menina Madeleine, que desapareceu em Portugal em 2007, também disse ter sido contatado pela polícia sobre a investigação das escutas ilegais. Em mensagem aos funcionários, o editor do News of the World, Colin Myler, pediu a todos que "aceitem e lidem com as críticas" ao jornal.

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