REUTERS/Jason Reed
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Murdoch se desculpa após dizer que Obama não é um 'presidente verdadeiramente negro'

Magnata da mídia escreveu a crítica ao presidente dos Estados Unidos em sua conta no Twitter ao elogiar o pré-candidato republicano Ben Carson, mas se desculpou horas depois

O Estado de S. Paulo

08 Outubro 2015 | 11h42

WASHINGTON - O magnata Rupert Murdoch, fundador do império midiático que inclui a Fox News Channel e a News Corp. - dos jornais The New York Post e The Wall Street Journal -, se desculpou nesta quinta-feira, 8, por um tuíte publicado na noite de quarta no qual ele sugeriu que o presidente dos EUA, Barack Obama não é um "presidente verdadeiramente negro".

Ao publicar um elogio ao pré-candidato republicano Ben Carson e a sua mulher na rede social, Murdoch escreveu: "Ben and Candy Carson (são) fantásticos. Que tal um presidente verdadeiramente negro que possa resolver adequadamente a questão da divisão racial" (veja abaixo).

Na sequência, ainda no microblog, Murdoch recomendou a seus seguidores que lessem seu artigo publicado na revista New York no qual ele dá sua opinião sobre Obama ter feito (ou não) o suficiente para a comunidade afro-americana nos EUA.

Murdoch costuma utilizar sua conta no Twitter para publicar mensagens provocativas sobre temas sociais, políticos e até sobre questões ambientais. Na manhã desta quinta, num raro pedido de desculpas, porém, o magnata tentou acabar com a confusão. 

"Desculpem! Não tinha intenção de ofender. Pessoalmente, acho os dois homens (Obama e Carson) fascinantes", escreveu Murdoch, que durante a madrugada foi amplamente criticado pelos usuários do site.

Essa não foi a primeira vez que Murdoch elogiou Carson em sua conta no Twitter. Em mensagens anteriores, ele disse que o republicano era "irrepreensível no seu passado, em suas realizações, em seu caráter e em sua visão".

Recentemente, o próprio Carson também se envolveu em polêmicas ao afirmar que "definitivamente não gostaria" que um muçulmano fosse presidente dos EUA e sugerindo que as vítimas do massacre em uma escola do Oregon poderiam ter feito mais para combater o atirador. / AP

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