Murdoch volta a pedir desculpas por escutas ilegais

Os pedidos de desculpas continuam sendo feitos: Rupert Murdoch publicou um segundo anúncio de jornal neste domingo prometendo que a News Corp. vai reparar os danos provocados pelo escândalo de escutas telefônicas que abalou seu negócio global de mídia.

AE, Agência Estado

17 de julho de 2011 | 09h58

O império de Murdoch voltou a sofrer ataques quando o líder da oposição britânica pediu por novas leis que impeçam que um único homem seja proprietário de uma fatia tão grande da mídia nacional.

O anúncio em vários jornais britânicos neste domingo, intitulado "Corrigindo o que saiu errado", afirmou que a News Corp. dará assistência à investigação policial sobre as escutas e os subornos à polícia. O anúncio garante que não haverá lugar para que os que agiram de maneira errada se escondam.

"Pode levar algum tempo para que consigamos reconstruir a confiança, mas estamos determinados a corresponder às expectativas de nossos leitores, colegas e parceiros", dizia o anúncio. A retratação foi publicada um dia depois de outro anúncio de Murdoch nos jornais de sábado, declarando: "Sentimos muito." Isso tudo faz parte de uma campanha de contrição no momento em que Murdoch luta contra o escândalo que já destruiu um dos principais jornais britânicos, custou os empregos de dois de seus executivos e acabou com seu sonho de assumir o controle total da British Sky Broadcasting.

Na semana passada, Murdoch fechou o News of the World, de 168 anos, depois que o jornal foi acusado de realizar escutas clandestinas nos telefones de celebridades, políticos, outros jornalistas e até mesmo vítimas de assassinatos.

Mas os críticos de Murdoch afirmam que tudo isso não é suficiente. O líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, afirma que Murdoch tem "poder demais" na Grã-Bretanha e que a sua participação na imprensa britânica deveria ser reduzida. Com o fechamento do News of the World, Murdoch continua sendo proprietário de três jornais nacionais - The Sun, The Times e The Sunday Times - e tem uma participação de 39 por cento na British Sky Broadcasting. As informações são da Associated Press.

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