Muro anexará 15% da Cisjordânia, diz general israelense

A barreira de segurança israelense prejudicará seriamente a vida de aproximadamente 800.000 palestinos e trará pelo menos 15% da Cisjordânia para o lado israelense da fronteira se o projeto original for mantido, denunciou o general israelense da reserva Shaul Arieli, um militar bastante familiarizado com a região.De acordo com ele, Israel poderia construir uma barreira bem menos intrusiva sem comprometer sua segurança. Arieli ajudou a supervisionar a retirada das tropas israelenses da Cisjordânia, como parte de acordos interinos de paz com os palestinos durante a década de 90.Se a execução do atual projeto da barreira seguir adiante, cerca de 400.000 palestinos ficariam aprisionados em enclaves enquanto outros 400.000 ficariam sem acesso ao trabalho, escolas, hospitais, plantações e repartições públicas, comentou Arieli durante uma entrevista.A barreira deveria seguir bem mais perto da "Linha Verde", a fronteira imaginária entre Israel e a Cisjordânia, disse Arieli, que vem apresentando uma rota alternativa para a barreira. Assessores do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, recusaram-se a comentar a proposta e as denúncias do general da reserva.

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