Robert LEVER / AFP
Robert LEVER / AFP

Muro fronteiriço virtual é apresentado em feira tecnológica nos EUA

Sistema de detecção a laser poderia ser implementado ao longo da fronteira entre os EUA e o México a um custo muito mais baixo que o de um muro ou cerca físicos, e menor impacto ambiental

France Presse, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2019 | 22h14

LAS VEGAS, EUA - A mesma tecnologia utilizada nos veículos autônomos está sendo promovida como uma possível solução de alta tecnologia para o impasse do muro fronteiriço dos Estados Unidos, com alguns benefícios adicionais. 

Pelo menos uma startup do Salão de Eletrônica de Consumo (CES) de Las Vegas está mostrando como o Lidar, um sistema de detecção a laser amplamente utilizado em veículos autônomos, poderia ser implementado ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México a um custo muito mais baixo que o de um muro ou cerca físicos, e com menor impacto ambiental.

A Quanergy Systems, uma das empresas de tecnologia que trabalham em segurança fronteiriça com o Lidar, mostrou aos presentes no CES como sua tecnologia está sendo implementada em projetos piloto na fronteira entre a Índia e o Paquistão, assim como em uma pequena parte da fronteira sul dos Estados Unidos.

"Oferecemos uma solução que é mais capaz que um muro físico", disse Louay Eldada, diretor executivo e cofundador da startup com sede no Vale do Silício.

"Pode ver o dia e a noite em qualquer clima e pode rastrear automaticamente os intrusos e dar as coordenadas de GPS em tempo real aos agentes de patrulha".

Eldada disse que esse sistema poderia custar "entre 2 e 3%" do preço de uma barreira física para a fronteira completa entre Estados Unidos e México.

Segundo a Quanergy, esta solução eletrônica oferece benefícios adicionais para o meio ambiente e para os custos operativos.

"Uma barreira é uma monstruosidade e se intromete no meio ambiente, impede o fluxo da vida silvestre", disse Eldada à AFP.

E sem um muro, "não é necessário que haja agentes de patrulha dirigindo de um lado para o outro, de modo que você precisa de menos pessoas" para monitorar a fronteira. / AFP

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