Clodagh Kilcoyne/Reuters
Clodagh Kilcoyne/Reuters

Museu de Auschwitz pede que Amazon exclua livros de propaganda nazista

No catálogo, estão livros de autores como Julius Streicher, que foi membro do Partido Nazista

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2020 | 11h55

O Museu de Auschwitz pediu ao empresário bilionário Jeff Bezos que retire os livros infantis antissemitas do período nazista que são vendidos em sua plataforma de vendas Amazon.

"A odiosa, virulentamente antissemita propaganda nazista está disponível à venda não apenas na @AmazonUK" (Reino Unido), afirmou na sexta-feira o Memorial de Auschwitz em sua conta oficial no Twitter.  

"Livros de autores como Julius Streicher podem ser encontrados também na @amazon e @AmazonDE (Alemanha). Estes livros têm que ser eliminados imediatamente @JeffBezos @Amazon", completava a mensagem, acompanhada de capturas de tela com os livros à venda na plataforma.

Entre as obras citadas está o livro infantil antissemita O cogumelo venenoso, escrito por Julius Streicher, membro do Partido Nazista, e publicado em 1938. 

O livro pode ser comprado na Amazon em alemão, a língua original (Der Giftpilz), mas também em inglês, francês e espanhol, confirmou a AFP em uma busca na internet.

No ano passado, a Lituânia pediu a Amazon a interrupção das vendas de objetos de temática soviética, alegando que o símbolo de foice e do martelo ofendia as vítimas do totalitarismo comunista. 

Nos últimos 18 meses, a Amazon suprimiu de sua plataforma vários livros de autores de extrema-direita, como David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan, e George Lincoln Rockwell, fundador do Partido Nazista americano, segundo o jornal New York Times. 

A Amazon também eliminou outros textos de natureza antissemita, informou o NYT.

Durante a Segunda Guerra, 1,1 milhão de pessoas - quase um milhão eram judeus - foram assassinadas pelos nazistas no campo de Auschwitz-Birkenau, que ficava no sul da Polônia ocupada, entre 1940 e 1945.

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