C&G Partners via AP
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Museu do 11 de Setembro fará exposição sobre caçada e captura de Bin Laden

Exposição conta com mais de 60 mil objetos e leva o público até a operação do grupo de elite da Marinha, os Navy Seals, que surpreendeu o líder da Al-Qaeda em seu esconderijo no Paquistão, em 2011

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2019 | 17h47

NOVA YORK - O Memorial & Museu Nacional do 11 de Setembro inaugurará no dia 15 de novembro uma exposição sobre os eventos que resultaram na captura do antigo líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, que permitirá ao público ouvir a história pelos próprios protagonistas.

"Revealed: The Hunt for Bin Laden" (Revelada: A Caçada por Bin Laden, na tradução livre) mostrará o arquivo de fotos, de documentos que já foram tornados públicos, além de entrevistas com funcionários de inteligência e militares sobre as atividades que levaram a Abbottabad, no Paquistão, onde estava escondido o responsável pelos ataques terroristas de 2001.

Na ação de 11 de setembro de 2001, radicais jogaram dois aviões contra o World Trade Center, em Nova York, um contra a sede do Pentágono, em Arlington. Além disso, houve o sequestro de uma quarta aeronave, que supostamente seria jogada contra a Casa Branca, mas ela acabou caindo em um campo na Pensilvânia .

De acordo com a página do museu, dessa forma, o público poderá seguir como foram os dez anos de busca por Bin Laden, que começa ainda antes dos atentados de 2001, após as ações contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia e contra o navio de guerra USS Cole do país, no Iêmen.

A exposição conta com mais de 60 mil objetos e leva o público até a operação do grupo de elite da Marinha, os Navy Seals, que surpreendeu o líder da Al Qaeda em seu esconderijo no Paquistão. Ao todo, foram 45 minutos de ação, na qual foram mortos Bin Laden, uma de suas mulheres, um filho e alguns aliados.

Personagens como o presidente Barack Obama, que foi o porta-voz da notícia da morte do terrorista, em 2 de maio de 2011, o então diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Leon Panetta, entre outros, concederam entrevistas para o projeto.

"Em muitos casos, essas pessoas estão falando publicamente pela primeira vez, detalhando como a caçada aconteceu durante anos apesar da decepção e do sacrifício", diz nota divulgada pelo museu sobre a exposição./EFE

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